quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Licença para matar, por Pedro Lima

Quando o presidente Lula se esquece que é do PT, consegue governar bem como no caso da economia. Cercando-se de gente competente fez tudo ao contrário do que o seu partido propunha. Isto porque o pessoal do PT, bem como de todos os partidos de esquerda, tem uma visão caolha ao enxergar os fatos. Não possui equilíbrio, e é despreparado para o poder.

Trata-se de gente fanatizada, que usa dois pesos e duas medidas. Tenho observado ao longo do tempo a forma com que esse pessoal da esquerda enxerga as coisas. Tudo que Fidel Castro faz eles acham que está certo. Fidel fuzila, acham que é normal. Fidel prende jornalistas por crime de opinião e os próprios jornalistas brasileiros de esquerda aplaudem, não movem uma palha para defender seus colegas cubanos...

Artigo publicado no Diário de Cuiabá. Para ler na integra, clicar no link abaixo:

http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=337677&edicao=12325&anterior=1

PEDRO LIMA é analista político e advogado

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Significado da Corrida de Reis (para mim)

Há coisas simples que trazem enorme prazer pessoal. É difícil transcrever em palavras o que a Corrida de Reis significa para mim. O primeiro contato foi através da propaganda das primeiras edições, parecia algo distante e impossível, desde então apenas sonhava em “um dia” participar.

Esta foi a minha décima participação e em todas as edições que corri, tenho a mesma sensação de vitória, superação de metas e desafio vencido (mesmo chegando bem depois do pelotão de elite). Não há palavras para expressar o que para muitos não passa de “uma corrida”.

Meu maior prêmio é ter uma vida saudável e me manter em forma o ano todo. Espero ter força de vontade para comemorar correndo a 50º edição desse maravilhoso evento.
OBS: Concluí a XXV Edição em 58min44, fiquei em 157º na minha categoria e 1414º na classificação geral.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ano Novo, Velhas Práticas

Artigo publicado no jornal Folha do Estado em 06/01/09 e nos sites http://www.prosaepolitica.com.br/ www.24horasnews.com.br/evc/index.php?mat=2236 www.olhardireto.com.br/artigoseopinioes/artigo.asp?cod=2676

Já está virando tradição de final de ano, o legislativo aprovar leis que vão contra os interesses do país e dos cidadãos. Temos “bons” exemplos nas suas três esferas de atuação.

O congresso nacional (em letra minúscula) votou a favor de uma emenda a Constituição que aumenta o número de vereadores. Numa artimanha meio camuflada foi votada essa lei, contrária às necessidades do país e vontade dos cidadãos, a quem os congressistas deveriam representar. Desafio os “nobres” congressistas que votaram a favor de tal aberração a me convencer dos benefícios que essa medida trará para a nação.

A assembléia legislativa (em minúsculo também) de Mato Grosso se beneficiou com a aprovação da aposentadoria vitalícia. Enquanto isso, no mundo real, o país sofre para tentar não ampliar o enorme déficit previdenciário. Esse projeto é tão contra os interesses que nem o autor teve a hombridade de assumir a autoria.

Para não ficar atrás, no penúltimo dia de 2008, fechando o ano com “chave de ouro”, nossos vereadores aprovaram aumento de mais de 23% nos próprios vencimentos. Enquanto se noticia a dificuldade de o Poder Executivo se ajustar e se adequar às novas realidades econômicas, nosso legislativo simplesmente ignora qualquer dificuldade ou mesmo a vontade dos cidadãos e acaba por legislar em causa própria. Rendimentos mais polpudos, aliados ao aumento do número de vereadores, trarão dificuldades para o executivo. E o legislativo, o que tem a ver com isso?!?!?

Quem conhece um pouco de economia sabe que nosso país tem uma pesada e onerosa máquina administrativa. Há enormes gastos correntes (manutenção da máquina pública), sobrando poucos recursos para investimentos em educação, saúde, habitação, etc.

Essas medidas fazem o ano novo começar com as mesmas velhas práticas políticas. O peso do inchaço será pago com a perpetuação de altos impostos e serviços públicos ineficientes. Nós precisamos de muitas realizações, em praticamente todas as áreas sociais, mas do que menos precisamos é de um maior número de vereadores e de tantas manobras escusas, nutrida pelos que elegemos para atuar pelo bem da coletividade.

Mesmo me considerando um otimista, diante desse tipo de notícia fica difícil vislumbrar um futuro próspero para o país. Resta apenas a esperança de que os eleitores fiquem mais atentos à ação dos políticos e de que as entidades representativas da sociedade utilizem os meios disponíveis para coibir tanto descalabro e desrespeito pelo cidadão.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Quando a união faz a força

Artigo publicado no jornal Folha do Estado em 24/12/2008

É impressionante o que seres humanos juntos são capazes de fazer quando surge algum objetivo comum. Isso é mais perceptível e ocorre com mais intensidade quando há alguma tragédia envolvida.

Terremotos, enchentes, acidentes ferroviários, erupções vulcânicas, avalanches e outras catástrofes são acontecimentos que mobilizam a população em busca de ações que visem a atenuar o prejuízo, a destruição e o sofrimento dos que foram atingidos pela tragédia. A trágica enchente que ocorreu em regiões de Santa Catarina mostra o poder de força e mobilização da sociedade na tentativa de auxiliar aqueles que se viram, repentinamente, sem suas casas, perdidas total ou parcialmente, e, muitas vezes, sem seus familiares, mortos no terrível acontecimento. Em todo o país estão ocorrendo diversas ações para auxiliar os vários desabrigados.

Dias atrás estava refletindo sobre o motivo de o ser humano, em sua grande maioria, só se mobilizar quando acontece alguma catástrofe. Não que essa solidariedade seja negativa. Ela é fundamental diante de um fato inesperado e de grandes proporções, em que a ajuda é de suma importância para salvar vidas. Mas, refletindo melhor, pensei na possibilidade de haver mais solidariedade sem que haja necessidade de algum acontecimento terrível desencadear tal sentimento.

Algumas pessoas participam rotineiramente de campanhas, mutirões e ações que buscam minorar as dificuldades e sofrimentos humanos, mas, de um modo geral, não têm a mesma dimensão nem o mesmo poder de mobilização daquelas ações que ganham o noticiário nacional diante da magnitude de alguma tragédia.

Aproveito a ocasião para parabenizar os que já participaram ou participam de alguma atividade voluntária que traga benefícios para o próximo. Poderia citar muitos exemplos, tais como doação de sangue, auxílio a creches, doentes, necessitados e outras tantas ações cujo engajamento auxiliaria muitas entidades que sobrevivem, ainda que com dificuldade, graças à predisposição de pessoas abnegadas que nelas atuam e de pessoas que contribuem para a sua manutenção.

Os desastres de grande magnitude acontecem e se vão, mas aquelas tragédias cotidianas, da miséria, da fome, da privação, da infância desamparada, da doença, com as quais nos acostumamos, estão aí sob nossos olhos a desafiar a nossa capacidade de participar e colaborar de forma mais efetiva do conjunto de ações solidárias.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Lei municipal permite abertura do comércio nos feriados

No mundo globalizado, onde há necessidade de muito estudo para se manter atualizado, falta tempo para lazer ou mesmo fazer compras. Com a lei que permite a abertura do comércio nos feriados (não todos), Cuiabá será adequada ao mundo globalizado e competitivo. Engana-se quem pensa que só haverá ganho para empregadores, com maior flexibilização tende a reduzir o desemprego e propiciar novas oportunidades. Parabéns ao Sr. Edivá Alves.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Desabafo de um cidadão - Março de 2006

Artigo escrito em março de 2006 e que a cada dia que passa, parece fazer mais sentido...
Desabafo de um cidadão

A cada dia que passa, a cada notícia que eu leio fico mais indignado com o governo dos Estados Unidos e a opinião pública do povo “estadosunidenses”. Isso mesmo, estadosunidenses, afinal americanos também somos e norte americanos os canadenses também são.

É um absurdo o que a maior economia mundial tem feito, desrespeitando todos tratados internacionais, usando desculpas esfarrapadas para poder ROUBAR e controlar o petróleo para impulsionar o rolo compressor da economia.

Vamos aos fatos: o governo estadosunidense alega que a invasão foi realizada decorrente de quatro motivos básicos:
- Derrubar o governo do sanguinário estadista. Isso é papo, desde quando os Estados Unidos se preocupou com outros países a não ser se acompanhado de outros motivos. Se esse motivo fosse realmente válido por que não atacam a China ou Cuba que também tem ditaduras sanguinárias? Resposta: porque não há interesse econômico, Cuba não tem riquezas substanciais e sua economia está em frangalhos e a China além de também não ter grandes riquezas, seria uma loucura invadir um país com bilhões de habitantes, que tem uma economia forte e provavelmente armamentos que tornaria uma guerra sangrenta e impensável nos dias de hoje;
- O governo iraquiano tem armas de destruição em massa. Essa é outra balela dos estadosunidenses. Para início de conversa quem autoriza o porte de armas de destruição em massa? Por que os Estados Unidos, França, Japão, Rússia e outros podem ter essas armas e a Colômbia, Iraque, Brasil e outros não podem? Isso até me fez lembrar daquele candidato a presidência do Brasil, que defendia a construção de bombas atômicas. O que a história conta é que os Estados Unidos é que usou essas terríveis armas em guerras. E até o presente momento não foi achada nenhuma arma de destruição em massa no Iraque;
- Que o Iraque oferecia perigo ao EUA. Será que o Saddan Hussein estava pensado em atacar e tomar o poder de Washington?
- O Iraque estava envolvido no fatídico atentado de 11 de setembro. Nem os EUA conseguiram provar que o Iraque teve ligação com terroristas de Bin Laden. O que está provado é que o próprio Estados Unidos treinou e fortaleceu Laden e também o Iraque.

Meu ponto de vista dos motivos reais que Bush contrariou a ONU e invadiu o Iraque também são quatro:
- Pilhar o petróleo;
- Usar armas bélicas, pedir mais dinheiro para o congresso, manter esse bilionário setor. Será que não há corrupção dos congressistas estadosunidenses e as milionárias indústrias bélicas? Ou corrupção só ocorre por aqui?
- Manter sua supremacia econômica, não importa a que preço. Disseminar a cultura estadosunidenses, com seus Big Macs, filmes, coca-cola, e outras porcarias mais;
- Desviar a atenção da mídia e do povo das falcatruas contábeis que ocorreu recentemente, inclusive com envolvimento do Sr. Bush.

O que está ocorrendo é uma bandidagem sem tamanho. Fico indignado ao ver o exercito aliado invadir casas, destruir comércios e infraestrutura do Iraque. Imaginem isso acontecendo aqui no Brasil? Será que temos sorte de não ter petróleo? O povo iraquiano está sendo tratado como bandido, estão sendo presos e mal tratados, tendo seus poucos bens confiscados ou destruídos (isso me lembra as atitudes de um maluco alemão com um bigodinho ridículo). E ainda tem noticiário que diz: iraquianos foram presos porque ofereceram resistência. Quer dizer que o povo iraquiano deve ser roubado e ver seu país ser destruído pacificamente, não oferecendo resistência alguma?

Parece meio piegas dizer que o Brasil pode ser o próximo país a ser atacado e roubado, que os Estados Unidos virá a ter interesse por nossa reserva de água doce e blá, blá, blá. Mas se num futuro se os EUA ainda for uma grande potência e tiver interesse em invadir o Brasil ou qualquer outro país, a história mostra que basta ter um governante meio doido e megalomaníaco para arrumar um pretexto fajuto, manipular o que for preciso e...

Uma coisa que eu sempre admirei nos Estados Unidos e o que esse país tem de mais desenvolvido é o marketing. O marketing foi uma das coisas que auxiliaram a transformaram os Estados Unidos nessa grande potência econômica que é hoje. E é o marketing tem dado miopia para seu próprio povo estadunidense e para alguns povos do mundo. É um absurdo ser a favor dessa roubalheira que está acontecendo. A forma como a maioria dos meios de comunicação noticia a guerra é altamente tendenciosa, é só começar a prestar atenção nas manchetes. É noticiado como se famílias iraquianas não estivessem sendo dizimados, seus povos roubados ou tendo os bens destruídos. São noticiadas apenas as baixas da chamada “força aliada” com um tom de “coitados”, morreram em defesa do “eixo do bem” cumprindo seu papel. Mas e os milhares de iraquianos mortos que estão em sua terra apenas tentando se defender de invasores? Será que os iraquianos estão errados apenas por não terem nascidos do lado mais forte?

Eu não sou um pacifista radical, uma pessoa contra o chamado imperialismo dos EUA. O que eu sou é um cidadão em favor da justiça, do respeito aos tratados internacionais, do respeito à livre economia e a propriedade. Creio que eu seja apenas mais uma pessoa no mundo indignada e que nada pode fazer. Esse é meu desabafo, minha arma contra o que está ocorrendo. O que mais posso fazer? Existem outras “armas” eficazes que posso utilizar para impedir essa roubalheira? Será que devo aderir ao boicote contra produtos estadosunidenses? Ficar pelado em praças públicas escrevendo palavras pacifistas em meu próprio corpo resolveria?

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Vendo meu voto


Meu voto esteve à venda no segundo turno desta eleição. Infelizmente nenhum dos candidatos se dispôs a pagar o valor que eu estava pedindo. O “preço” era uma campanha limpa, ética, com gastos moderados, sem promessas mirabolantes e com propostas exeqüíveis. Nenhum dos candidatos esteve próximo a “negociar” o meu voto.

No primeiro turno, votei num dos finalistas para o segundo turno, mas as campanhas se transformaram num show de desrespeito, desperdício de recursos financeiros, humanos e materiais que acabei decidindo por votar em branco.

Sempre fui contra o voto branco/nulo, pois sempre defendi a teoria da escolha do “menos pior”. Mas o circo que se transformou esta campanha eleitoral me fez rever certos valores. Decidi não apoiar candidatos que rasgaram dinheiro, que não tiveram nenhum compromisso ou respeito com o eleitor. Se na campanha as evidências dessas mazelas políticas foram tão gigantescas, imagine-se o que nos poderemos esperar pela frente.

Se os marketeiros apostaram que micagens, som alto, bagunça no trânsito, sujeira nas ruas e, principalmente, falta de ética, iriam conquistar votos, o meu conseguiram perder. Pode até ser que com esses recursos circenses tenham conquistado votos de quem gosta de palhaçadas, mas daqui pra frente só votarei em candidatos que tenham um mínimo de respeito com os eleitores e com a ordem pública.

Os grandes culpados de todo esse circo são as próprias vítimas: os eleitores que têm visão simplista do processo de escolha do candidato. O desrespeito visto nas campanhas só existiu porque grandes partes dos eleitores ainda valorizam palhaçadas, badernas e espetáculos circenses com seus palhaços e ilusionistas.

Uma coisa eu já decidi: nas próximas eleições meu voto estará novamente à "venda". Só resta esperar que, em troca, possa receber ofertas realmente dignas, pois creio que meu voto, como o de todo eleitor consciente, tem "preço" e grande valor. O preço simbólico de quem espera ética e respeito dos candidatos e o grande valor que o voto consciente representa para a construção da cidadania neste país.