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sábado, 13 de janeiro de 2018

Indignação com a política atual. Temos saída?

A política como é conduzida no Brasil é absurdamente danosa. A comercialização descarada de apoio à base do governo chega a níveis para lá de eticamente aceitáveis. Temer deve ser o recordista em denunciados ocupando cargos de ministros. O descabimento mais recente é a indicação política da filha do ex-detento Roberto Jefferson.




Uma luz no fim do túnel é o partido #Novo. Que realmente é novo e difere do que existe na política brasileira. Recomendo que conheça: www.novo.org.br


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Tiririca não é herói

Sr. Tiririca entrou na política convidado por um partido cheio de histórico de corrupções, para supostamente “puxar” votos de outros candidatos da legenda. O parlamentar não teve propositura de nada e pouco fez durante o mandato.


A decisão tomada de sair da política por achar suja e não querer se envolver, não faz o ex-palhaço nenhum herói. Apenas um indivíduo inconformado e que não quis fazer parte das obscuridades. Porém não teve o heroísmo de denunciar e fazer jus ao cargo ocupado.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Sete motivos para acreditar em melhores políticos

Por vezes é difícil acreditar num país melhor e mais justo. Estamos tão anestesiados com atitudes absurdas de políticos, que poucos conseguem enxergar uma luz no fim do túnel. Mas será que devemos creditar aos governantes e políticos todos os problemas e injustiças com as quais convivemos cotidianamente?

Minha resposta pessoal é: “não” e, também, “sim”. Os políticos e governantes são eleitos por nós, cidadãos. Então, somos responsáveis pela qualidade dos gestores que escolhemos. Aí cabe uma ressalva: nem todos eleitores possuem a mesma conscientização, cidadania ou mesmo acompanham o noticiário político. Outra ressalva se refere a maquiagem das campanhas eleitorais que, infelizmente, com muito dinheiro, bons marketeiros criam promessas milagrosas e conseguem iludir muitos eleitores.

Interessante refletir sobre o tamanho e abrangência do Estado em nossas vidas. Você acredita que o Estado propicia bons serviços? Temos segurança, saúde e educação de qualidade? A solução apresentada pela maioria dos políticos é aumentar ainda mais o Estado, arrecadar mais e ampliar a máquina administrativa. Mas será que esse não é o caminho para ampliar ainda mais a ineficiência pública?

Com tudo o que foi escrito até agora, fica difícil acreditar num Brasil melhor. Podemos esperar que bons políticos “brotem” do nada? Sim, exatamente essa é a luz no final do túnel.

Aos que continuarem a leitura, digo que não é ingenuidade a minha. Em 2015 foi criado o NOVO. A reação da maioria foi ou está sendo: para que mais um partido político? Minha resposta é: o NOVO não é mais um, e sim o que todos partidos políticos deveriam ser. Veja os motivos que considero de suma importância para caracterizar o compromisso com a mudança.

Para fazer jus ao título do texto, seguem os sete motivos que levam a ter esperanças de ver a atuação de bons políticos. Veja os diferenciais do NOVO:
-Os candidatos passam por rigoroso processo seletivo do partido. Para ser candidato é preciso ter bom histórico profissional, propostas consistentes e apresentar meios de executá-las. Personalidades populistas puxadores de votos não têm chance, já pessoas comprometidas e competentes serão bem vindas;
-Os Candidatos firmam compromissos (executar as propostas e redução de gastos) e serão cobrados pelo próprio partido;
-Se eleito, o político do NOVO terá que submeter sua equipe de assessores para aprovação do partido. Só farão parte da equipe pessoas competentes e experientes. Há obrigação de redução de gastos no gabinete;
-O estatuto do NOVO proíbe político de carreira. Somente uma reeleição para os cargos legislativos será permitido. Isso propicia a alternância de poder e impede o surgimento de caciques eternos da política;
-É o único partido contra o fundo partidário. Qual a lógica de destinar dinheiro dos cidadãos para políticos ficarem passeando de jatinhos ao invés de utilizá-lo em saúde ou segurança? Se o partido político não tiver representação que o sustente financeiramente, nem deveria existir;
-Proposta de reduzir o gigantismo do Estado e focar somente nas funções essenciais do setor público. Qual a lógica do Estado ser dono de empresas ou estádios que geram prejuízos, se não consegue propiciar saúde, segurança e educação de qualidade?

-Estímulo ao empreendedorismo e livre concorrência. Liberdade para empreender, produzir e criar riqueza. Como reflexo, haverá o aumento da produtividade e, consequentemente, a oferta de produtos/serviços melhores e mais baratos.

Enquanto os pilares corretos do NOVO forem mantidos, poderemos voltar a sonhar e, também, realizar o desejo de votar em pessoas decentes, qualificadas e comprometidas. Quer também fazer parte desse sonho que está se transformando em realidade? Conheça mais pelo site: https://novo.org.br


quinta-feira, 30 de março de 2017

Eu me apaixonei aos 48 anos

Sou graduado em Administração tendo concluído o bacharelado no distante ano 1994. Na grade do curso haviam 4 ou 5 matérias correlatas com Ciências Econômicas. Então fui “apresentado” ao fascinante mundo da ciência que busca estudar, compreender e melhorar a “casa”. Num conceito mais solto e com pitada de devaneio: é a ciência que busca um mundo melhor para as pessoas.


Pude conhecer alguns conceitos fundamentais, tais como a “mão invisível” de Adam Smith, escassez, relação oferta x demanda, importância da melhoria da produtividade, impostos, moedas e outros. Também aprendi a teoria e os reflexos do monopólio, concorrência oligopolista, cartel e a chamada concorrência perfeita.


Após a descoberta “econômica” passei um longo período devorando livros e textos sobre economia. Mas não literaturas técnicas e cheias de cálculos, e sim obras de fácil entendimento e que mostram o enorme impacto dessa ciência na vida dos indivíduos. A cada nova leitura fui compreendendo e sendo seduzido pelos conceitos da liberdade individual, efeito nefasto das interferências governamentais e eficiência do setor privado x público. Calma, a paixão ainda não chegou!


Quem conhece economia não tem como deixar de acompanhar, criticar e entender que atos governamentais (leia-se ações de políticos) trazem forte reflexo na vida dos cidadãos. Daí numa análise da situação do Brasil, nota-se que o Estado não dá conta de prover o básico (saúde, educação e segurança) e se mete a ter empresas, estádios de futebol, imóveis, etc. Nota-se, também, que a abrangência dos políticos é enorme e que os atos que derivam de suas ações parlamentares visam quase que exclusivamente ao benefício próprio à perpetuação dessa classe no poder, “esfolando” os cidadãos em impostos e oferecendo, em troca, péssimos serviços.


A cada leitura de notícia, nota-se que o Brasil continua indo na direção errada. Pior ainda é não conseguir enxergar uma ínfima luz no fim do túnel. Em 2012 comecei a acompanhar um movimento para criação do NOVO. Alguns pensarão: criar mais um partido, que absurdo! Pois é, saiba que no primeiro momento a maioria tem essa mesma reação. Então, quando conhecem alguns pilares e fundamentos descobrem que não é “mais um”, e sim algo realmente diferente e NOVO.


A minha paixão não aconteceu logo de início. Confesso que no princípio houve um grande flerte, porém a PAIXÃO só aconteceu e está acontecendo ao conhecer mais sobre o Novo30. Ler o estatuto, conhecer as pessoas e, principalmente, os pilares inegociáveis de não permitir encurtar um caminho fazendo o que não é 100% correto.

Aos que não gostam de política/economia, compreendo essa ojeriza, tendo em vista a descrença e nojo que os diversos fatos corriqueiros provocam. Porém, recomendo com ênfase: conheça o Novo (https://novo.org.br/) e não acredite somente nos relatos de um ser apaixonado. Busque informações e analise se realmente não vale a pena flertar e apaixonar por algo realmente diferente, simples, correto e que poderá transformar o Brasil num país justo e próspero tão desejado por todos.




segunda-feira, 4 de abril de 2011

Gastos imorais de parlamentar

O jornal Diário de Cuiabá de 13/03/11 trouxe uma reportagem sobre os gastos dos representantes mato-grossenses na Câmara Federal ( www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=389567&edicao=12958&anterior=1. Fiquei pasmo em saber que um “nobre” parlamentar, em sua primeira prestação de contas, gastou 4,5 mil reais numa abastecida e absurdos 19 mil reais num só bilhete aéreo.

Na tentativa de ser um cidadão pleno, relatei o fato para a administração da casa em 15/02/11 e até agora não obtive resposta. Resolvi escrever também para o parlamentar, segue texto:
“Começou bem... já na primeira prestação de contas ultrapassou o limite da verba indenizatória, com gastos "exóticos". Se estivéssemos num país sério, seria caso de punição séria... e se houvesse um mínimo de respeito com os cidadãos, seria caso de renúncia.”

Dia 25/03 o dito representante do povo respondeu: “...não fiz nenhuma despesa "exótica" como você disse e sim, tudo dentro da normalidade regimental da Câmara. Não houve em nenhum momento má fé deste parlamentar. Por ética não vou citar o nome de outro parlamentar mato-grossense, contudo, se você observar o site da Câmara no item Transparência, verá que já há deputado que gastou, só em março, pouco mais de R$ 33 mil, o que me ultrapassa no meu gasto de fevereiro...”

Fiquei mais indignado ainda, pois além de achar normal os referidos gastos, ainda informou que há alguém pior. Daí resolvi mais uma vez escrever para esse indivíduo:
“Não sei qual o seu entendimento para a palavra “exótico”, mas utilizei para definir alguns dos seus gastos. Tentei achar uma palavra para ser o mais polido possível, mas se não considera “exótico” dispender 4,5 mil reais numa só abastecida e tirar um bilhete aéreo por pouco mais de 19 mil reais, daí realmente teremos uma divergência semântica e moral.



Quanto ao fato de me responder dizendo que há outro parlamentar mato-grossense estourando ainda mais o teto de gastos, essa atitude é típica de quem faz algo errado e quer apontar alguém que fez pior. Não passa de uma tentativa para desviar o foco e se eximir, via falta de coragem, para assumir os próprios atos.



Sou obrigado a confessar que não acredito um milímetro que os seus esforços como parlamentar são em prol da nossa Nação. Gostaria de crer e espero estar enganado sobre seus objetivos. O senhor terá 3 anos e 9 meses para desfazer a péssima primeira impressão.



Infelizmente, vivemos num país em que grande parte dos cidadãos têm baixo nível escolar e desse fato decorre uma considerável massa de eleitores pouco instruídos. Para constatar isso, é só verificar a perpetuação dos famosos desonestos em nosso Congresso (sem citar os nomes dos “famosos”). Diante desse fato, caso o senhor ou qualquer outro parlamentar tenha intenção de utilizar o cargo para benefício próprio, muito provavelmente terá êxito e conseguirá reeleições.



Eu, como um cidadão esclarecido que deseja ver um país melhor, continuarei a dar meu voto consciente e ser uma das poucas vozes na multidão. Sei que meus esforços são inglórios para que nosso Brasil tenha representantes ilibados e com a capacidade exigida para cargo tão importante, mas nem por isso deixarei de expressar meus anseios e exprimir minhas opiniões.”

Ainda não obtive resposta e espero nem receber, pois não há como justificar o injustificável.

Aproveito para elogiar a atitude e postura do jornal Diário de Cuiabá, que no dia 03/04/11 trouxe mais outra reportagem sobre os gastos dos parlamentares ( www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=390659 )

Desse episódio tirei como lição:
-Acho que em breve faltará óleo de peroba em Brasília (e em outras cidades), pois há muitos cara de pau a solto;
-Pessoas sem moral, ao encostar a cabeça no travesseiro, devem dormir tranquilamente;
-Gostaria muito, mas duvido que o deputado receba advertência ou punição por parte da Câmara;
-Gostaria muito, mas duvido que o deputado receba retaliação por parte dos eleitores. Lamentável confirmar o baixo nível de parte dos eleitores, e saber que provavelmente ainda serão eleitos e reeleitos indivíduos sem nenhum compromisso com nossa Nação.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Vendo meu voto


Meu voto esteve à venda no segundo turno desta eleição. Infelizmente nenhum dos candidatos se dispôs a pagar o valor que eu estava pedindo. O “preço” era uma campanha limpa, ética, com gastos moderados, sem promessas mirabolantes e com propostas exeqüíveis. Nenhum dos candidatos esteve próximo a “negociar” o meu voto.

No primeiro turno, votei num dos finalistas para o segundo turno, mas as campanhas se transformaram num show de desrespeito, desperdício de recursos financeiros, humanos e materiais que acabei decidindo por votar em branco.

Sempre fui contra o voto branco/nulo, pois sempre defendi a teoria da escolha do “menos pior”. Mas o circo que se transformou esta campanha eleitoral me fez rever certos valores. Decidi não apoiar candidatos que rasgaram dinheiro, que não tiveram nenhum compromisso ou respeito com o eleitor. Se na campanha as evidências dessas mazelas políticas foram tão gigantescas, imagine-se o que nos poderemos esperar pela frente.

Se os marketeiros apostaram que micagens, som alto, bagunça no trânsito, sujeira nas ruas e, principalmente, falta de ética, iriam conquistar votos, o meu conseguiram perder. Pode até ser que com esses recursos circenses tenham conquistado votos de quem gosta de palhaçadas, mas daqui pra frente só votarei em candidatos que tenham um mínimo de respeito com os eleitores e com a ordem pública.

Os grandes culpados de todo esse circo são as próprias vítimas: os eleitores que têm visão simplista do processo de escolha do candidato. O desrespeito visto nas campanhas só existiu porque grandes partes dos eleitores ainda valorizam palhaçadas, badernas e espetáculos circenses com seus palhaços e ilusionistas.

Uma coisa eu já decidi: nas próximas eleições meu voto estará novamente à "venda". Só resta esperar que, em troca, possa receber ofertas realmente dignas, pois creio que meu voto, como o de todo eleitor consciente, tem "preço" e grande valor. O preço simbólico de quem espera ética e respeito dos candidatos e o grande valor que o voto consciente representa para a construção da cidadania neste país.