terça-feira, 7 de julho de 2015

Finanças Pessoais Para Viver Melhor

Se houvesse uma prova de finanças pessoais no Brasil, a maioria seria reprovado. Nós brasileiros (desculpe a generalização) sofremos de falta de instrução nesse quesito, normalmente não recebemos educação financeira dos nossos pais e muito menos pelo ensino regular. Para agravar um pouco mais, temos (novamente generalizando) uma cultura um pouco consumista e imediatista, esses fatores aliados aos juros altos, não poderiam dar uma combinação satisfatória.

Engana-se quem acha que administrar as finanças é passar vontades ou deixar de consumir. Ter bom controle financeiro permite usufruir melhor das coisas boas que o dinheiro propicia, alcançar tranquilidade orçamentaria ou mesmo colocar o dinheiro para gerar mais renda ainda. Tudo isso trocando as noites mal dormidas com pesadelos de contas vencidas ou por vencer.

Há diversos bons livros sobre o tema. Destaco o autor brasileiro Gustavo Cerbasi, que tem vários títulos publicados sobre o assunto. Uma coisa é certa: cada indivíduo é responsável pelo próprio futuro, e, não fazer planejamento é esperar que a sorte caia do céu.

Como não dá para escolher o valor do próprio salário, a alternativa é se esforçar para alcançar promoções e em conjunto racionalizar os gastos. O ato de consumir é fazer escolhas: escolher fazer uma viagem para o exterior ao invés de trocar de carro, trocar de celular ou aplicar o dinheiro, jantar fora ou comprar livros, etc. Como a renda é finita, ao adquirir um produto necessitará da abdicação de vários outros. Também há a opção de “não consumir” ou ainda prorrogar a aquisição. Cada indivíduo tem suas próprias prioridades, sendo assim, é ele que deve fazer suas escolhas, mas sempre estando consciente que isso terá reflexos no futuro.

Algumas pessoas não tem o hábito de fazer reservas financeiras, e aquela desculpa de que o salário é baixo não é válida, pois existem pessoas com baixíssimo salário que conseguem poupar 15% da renda ou até mais, bem como existem pessoas com altos rendimentos que não conseguem poupar nenhum realzinho sequer. Mas alguém pode perguntar: poupar para quê? Destaco três bons motivos:
-Ter reserva para emergências (problema de saúde, desemprego, etc);
-Economizar para adquirir um bem ou serviço de alto valor sem necessidade de grandes financiamentos (férias sonhadas, compra ou troca de carro, moto ou casa, faculdade dos filhos, etc);
-Formar patrimônio para complementação da aposentadoria, pois quem pretende depender somente da aposentadoria oficial, deverá se preparar para uma vida de faquir.

Uma boa notícia para os mais jovens e um alerta para os demais: quanto mais cedo se começa uma boa gestão do dinheiro e início de uma reserva (poupança), mais sucesso terá. Para exemplificar, em abril de 2015 uma aplicação em título público federal TESOURO SELIC (ex LFT) rendeu algo em torno de 0,80% (já descontado impostos para prazo acima de 720 dias). Podemos ter as seguintes situações:
-Um jovem de 20 anos começa a aplicar R$ 100,00 por mês, mas aos 40 anos resolve parar de poupar, mas manter mantendo o valor acumulado na aplicação. Então decide usufruir do dinheiro aos 60 anos. Nessa situação ele teria feito 240 aportes de R$ 100,00, totalizando R$ 24.000,00 poupados. Mas ao chegar aos 60 anos, teria disponível R$ 488.137,29;
-Um adulto de 40 anos aplica os mesmos R$ 100,00 por mês e também decide utilizar o dinheiro aos 60 anos. Ele também teria feito 240 aportes, totalizando os mesmos R$ 24.000,00, mas teria disponível somente R$ 72.113,12.

Qual a “mágica” para a grande diferença de resultados entre os dois casos? É que o jovem começou antes, sendo assim os juros “trabalharam” por mais tempo (20 anos a mais). Foi a força dos juros compostos trabalhando por mais tempo. Essa simulação foi apenas para ilustrar o poder do juros no tempo, pois o correto seria calcular descontando-se a inflação, que é a perda do poder de compra no decorrer do tempo.

Fazendo contas parece fácil… e é, só requer um pouco de planejamento e uma porção de disciplina. Dessa forma qualquer trabalhador pode atingir sonhos aparentemente atingíveis somente para pessoas com altíssima renda mensal. Baixe nossa planilha de simulação financeira e veja como acumular capital para seus sonhos tornarem realidade! Baixe aqui

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Nossa Presidenta

Quando a Presidenta foi eleita haviam questionamentos se ela era suficientementa experienta para ser a gerenta do país. Indagações se era realmenta inteligenta e competenta perduraram.

Recentementa as dúvidas expandiram, após ela ser incoerenta e imprudenta com os promessas de campanha quebradas. Agora já sem Graça, indubitavelmenta se mostrou incompetenta. Mas o que é mais importanta é se realmenta é inocenta dos diversos casos de corrupção que puLulam nas mídias. Caso seja lamentavelmenta comprovado a participação nas espúrias, provavelmenta só restará o primeiro processo de impeachmenta de uma Presidenta.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Alíquotas para lá de exorbitantes

Fui encomendar num site estrangeiro um produto recém desenvolvido. Ao fechar a compra veio o susto: o valor de taxas e impostos era mais cara que o próprio produto. Pagaria 38,21 dólares pelo produto, mais 8,73 pelo frete e absurdos 44,65 dólares para o Estado. Totalizando 91,59 dólares, sendo que 48,75% iria para o governo. Cheguei a achar que o site estava com algum erro, mas simulei numa outra loja e o absurdo se repetiu.

Desisti da compra. Nem tanto pelo valor total da compra, pois até estaria disposto em pagar o valor total cobrado se soubesse a alíquota fosse algo razoável. Me recuso a pagar essa absurdo para um governo incompetente e sem moral, pois é sabido que a contrapartida seria somente uma ínfima fração do valor pago.

Para alguns nacionalistas que acham que deveria comprar um produto nacional, informo que não há similares, e se tivesse provavelmente também estaria num preço alto já embutindo os altos impostos e o chamado Custo Brasil (excesso de burocracia e regulamentações, incompetência e tamanho do Estado).

Caso ainda existam pessoas que acham absurdo comprar produtos estrangeiros… vale relembrar ou conhecer o resultado causado de reserva de mercado e proibição de importados. Escassez, produtos ruins, baixa tecnologia e produtos caros são os resultados de proibição e/ou alíquotas exorbitantes para importados... que pelo visto, este será o cenário para os próximos anos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Dilma se equivoca

A Sra. Dilma disse inverdades na campanha eleitoral (não digo que mentiu, senão poderei correr risco de ser perseguido ou processado).

Ao criticar a candidata Marina, a Presidente afirmou não ter apoio de banqueiros na campanha eleitoral. O que significa os 9,5 milhões que recebeu de bancos e empresas coligadas ao setor? Isso não é apoio?

O montante recebido pelo PT é pouco mais que o dobro do que o setor doou para o PSB da candidata acreana. Se isso não é um forte apoio... vou voltar a acreditar em Papai Noel e sonhar com o país que o PT divulga nas campanhas eleitorais.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Vestirei Preto

Nas proximidades do maior evento futebolístico do Mundo, decidi que deixarei de lado o tradicional verde e amarelo e optei por utilizar a cor preta.

Essa foi a forma que encontrei para demonstrar minha extrema indignação com a falta de compromisso da grande maioria dos políticos, bem como de outros poderes e algumas instituições. Essa será essa a minha forma de protestar, mas sem sabotar o pouco retorno que esse evento poderá trazer para nosso país.

Para alguns essa minha atitude poderá soar como antipatriota, mas não acho patriótico acompanhar com afinco uma modalidade esportiva e desejar (torcer) que o país seja vitorioso, deixando de lado qualquer outro assunto. Patriotismo para mim é ansiar e batalhar por melhores condições na saúde, educação, segurança, infraestrutura e qualidade de vida. Patriotismo é desejar igualdade de oportunidades e justiça, é querer uma contrapartida do Estado proporcional à carga tributária cobrada dos cidadãos. Por essas conquistas eu me disponho a vestir verde e amarelo e “torcer” pelo Brasil.

Se dependesse da minha decisão, não teríamos o mundial de futebol no país. Alguns argumentos favoráveis à realização do evento no país ressaltam que haverá alguns legados que não existiriam sem a realização da competição. Então quer dizer que só conseguimos ou conseguiremos melhorias em aeroportos, construção de alguns viadutos e outras obras mediante a realização da Copa no Brasil? Se não houvesse a competição não precisaríamos ou não conseguiríamos ter nada disso? Francamente! Isso é alguma síndrome de inferioridade com grandes pitadas de incompetência e falta de definição de prioridades.

Por falar em legado, aproveito para uma comparação simplista. Será que existe algum brasileiro disposto a pagar 80 ou 90 mil reais num carro popular? E se este veículo demorasse alguns anos para ser entregue, e quando ocorresse, o veículo não tivesse boa qualidade; e mesmo antes de sair da concessionária já precisasse de reparos. Pior ainda, se o comprador de tal veículo tivesse escassez de recursos financeiros e, optando pelo automóvel, faltasse dinheiro para comprar livros, comida e remédios. Não imagino um só brasileiro em perfeita saúde mental, que optasse por esse negócio. Pois é, para os que defendem os tais legados, a comparação é válida para quase todas obras “da Copa”: custo absurdo, baixa qualidade, prazo extrapolado e falta de recursos em áreas prioritárias.

Quanto ao possível legado turístico, é uma ingenuidade achar que os gringos irão se surpreender positivamente com a deficiência de transporte público, sujeira nas ruas, desorganização no trânsito, deficiência no setor hoteleiro, falta de apoio aos turista, policiamento insuficiente, etc. Ainda bem que os gringos não conhecerão a qualidade de ensino público, o excesso de burocracia, a complexidade das leis trabalhistas, os altos encargos sociais e outras “maravilhas” da terra da jabuticaba.

O futebol está servindo apenas para aperfeiçoar a política do pão e circo, alocando menos pão e destinando para mais circo para a população. Por tudo isso vestirei preto, pois não tenho condições de aplaudir, me divertir e aceitar a bandalheira, falta de prioridade e incompetência governamental.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Artigo - A POLÊMICA DO VIDEOGAME DE 4ª GERAÇÃO

A POLÊMICA DO VIDEOGAME DE 4ª GERAÇÃO

Nem todos devem ter acompanhado a polêmica referente ao preço de um console de videogame que será lançado em breve no país. O fabricante estabeleceu o preço do equipamento em R$ 3.999,00, valor também conhecido como 4 mil reais.
Além do alto valor e da distância da realidade brasileira, o que gerou falatório é que o mesmo equipamento pode ser comprado no EUA por US$ 399 (algo em torno de 900 reais). Algumas lojas varejistas e até um grande banco nacional ironizaram o alto preço e chegaram a fazer anúncios do que é possível se fazer com o valor cobrado no Brasil. Sites informaram ser mais barato voar para Miami, ficar hospedado, comprar o console e retornar para a terra da alta tributação.
Tributaristas entraram na celeuma e calcularam o preço "justo" com as alíquotas tupiniquins extorsivas, chegando ao valor de R$ 2.500,00. O fabricante do equipamento chegou a divulgar nota sobre o preço e informou, também, estar frustrado com o valor praticado aqui.
Não é meu intuito defender ou criticar o fabricante japonês, mas somente acrescentar que as alíquotas de impostos utilizadas para se estabelecer o preço deste e de outros produtos no país são absurdas. O chamado “Custo Brasil” vai além das famigeradas alíquotas.
A lista é extensa: custo da burocracia alfandegária, custo/morosidade da movimentação portuária, de gorjetas para que haja agilização nos trâmites de importação, de manutenção de uma grande equipe para calcular e recolher os impostos e desembaraçar a complexidade de regras de cada Estado, custo do produto parado na logística deficitária, seguros mais caros, perdas por roubos/desvios, alto custo dos encargos sociais de todos os funcionários necessários para a comercialização no país, morosidade e custo de alguma possível demanda jurídica.    
Provavelmente, devo ter esquecido de acrescentar algo, mas ainda não acabou. Para que seja compensador esse maior custo, riscos e complexidade, o empresário vai querer uma margem de lucro compensadora.
Acabou? Ainda não, pois os varejistas, rede de assistência técnica e fornecedores também passam pela maioria do “Custo Brasil” acima citado e, por consequência, também majoram os preços e também tentarão compensar toda essa trabalheira.
Posso ter convencido alguns sobre a questão do alto preço cobrado no Brasil, mas a realidade dificilmente sairá da boca de um empresário ou executivo: o preço cobrado será o mais alto possível e que seja aceito pelos consumidores. Essa é a verdade “verdadeira”, que faz com que as ponderações acima se tornem secundárias. É a “mão invisível” de Adam Smith estabelecendo o preço dos produtos.
Sendo ainda mais específico: nós brasileiros aceitamos e estamos acostumados a pagar altos preços pelos produtos, se houver um financiamento com alta taxa de juros… melhor ainda.
O pesado Custo Brasil tem enorme influência, mas enquanto não houver concorrência de outros consoles, de importadores independentes (legais e ilegais), e havendo consumidores dispostos a pagar 4 mil num aparelho, o preço continuará nos patamares que  no meu entender são para lá de absurdos. Até que isso ocorra as alíquotas continuam vencendo o jogo, como os personagens dos videogames.

Publicado no jornal Folha do Estado de 26/11/2013

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Equipe Dilma precisa de bons psiquiatras

Não sei se a maioria dos cidadãos está anestesiada após vários absurdos provenientes do Planalto Central ou se estou com uma interpretação errada do caso da “importação” de médicos cubanos.

Primeiro, é interessante analisar se o deficit de médicos é o único problema da precária saúde pública no Brasil. Se esse é o problema, a solução realmente seria encher os rincões do país com profissionais munidos de termômetro e estetoscópio? Acho que Dilma & Cia estão confundindo bons médicos com mágicos milagrosos. Analisar somente dados estatísticos pode ser uma grave falha na identificação do real foco do problema. Que há escassez de médicos em diversas regiões, os números mostram isso, mas qual o real motivo dessa situação? Somente aumentar o número de médicos nas regiões carentes com uma bombástica propaganda será a solução?

Em segundo lugar, sabe-se que o governo petista nutre uma admiração tremenda por países comunistas e antidemocráticos. Isso explica a fixação pelos médicos cubanos. Será que não existem médicos argentinos, espanhóis, portugueses e de outras nacionalidades que poderiam estar interessados em trabalhar no Brasil? O correto seria promover um um concurso público, voltado para profissionais de quaisquer nacionalidade (inclusive brasileira). Dessa forma os aprovados, em teoria, seriam os mais aptos para atuar sem quaisquer privilégios da nacionalidade.

A minha maior indignação se volta para o modo pelo qual se pretende escravizar, digo, contratar os cubanos. O governo brasileiro pagará 10 mil/mês direto para uma instituição e esta encaminhará o dinheiro para o governo de Cuba, que irá transferir uma pequena parte para que os médicos. A interpretação dessa “teia” que lembra o serviço de um cafetão, é a seguinte: o Brasil está transferindo dinheiro para Cuba e os trabalhadores receberão apenas uma pequena fração correspondente ao trabalho executado. Isso me fez lembrar a baboseira comunista da “mais-valia” contra o capitalismo, com a diferença que há um agenciador recebendo uma polpuda fração da produção.

Analisando mais a fundo a proposta: o dinheiro “doado” para Fidel & Cia deixará de ser tributado e também deixará de circular e aquecer a economia da região onde o médico atua. Ao invés de poder comprar material para construção de moradia, contratar profissionais para construir uma residência, assinar uma TV a cabo, comprar automóvel, roupas, computadores… o escravo “comunista” apenas receberá um montante para suprir as necessidades básicas.

Não tenho interesse em defender cubanos ou cidadãos de qualquer outra nacionalidade, e sim anseio por justiça para um indivíduo que teve a infelicidade de nascer na ilha comunista e que será explorado com a imprescindível, inexplicável e antidemocrática participação do governo brasileiro. Minha indignação com a transferência de erário público para um governo ditatorial é tamanha, que me faltam palavras… ou talvez eu também já esteja ficando anestesiado com as reiteradas maluquices de Dilma e equipe.