terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Qual o melhor investimento?

Sempre sou questionado sobre qual o melhor investimento. Se você espera uma resposta curta e certeira lamento decepcionar, então, pode achar que não vale a pena ler este texto. Porém, se tem interesse em identificar mais sobre seus objetivos, perfil de investidor e também as características dos investimentos: boa leitura. 😊
Antes de comentar sobre investimentos, é necessário analisar e conhecer sobre o investidor. Qual o objetivo do investimento a fazer? Seria para uma reserva de emergência, viagem daqui a 4 meses, troca de automóvel daqui um ano, compra de imóvel dentro de 4 ou 5 anos, complemento de aposentadoria em 25 anos? Cada investidor possui diversos objetivos, portanto, é interessante montar um portfólio com investimentos adequados para cada destinação planejada.
Para escolha de investimentos adequados também é primordial conhecer mais sobre a característica do investidor: idade, se é casado, se tem filhos, se tem um tempo livre ou está disposto a acompanhar o mercado financeiro, sobre o “sentimento” sobre possíveis perdas (perfil do investidor), etc. Todas essas informações são necessárias para a identificação do perfil do investidor e seus sentimentos sobre risco.
Em se conhecendo o investidor, agora sim é hora de saber mais sobre investimentos. Basicamente há três parâmetros para analisar: Rentabilidade, risco e liquidez. Vamos entender mais:
-Rentabilidade. Quanto maior, melhor… essa foi fácil;
-Risco. São poucos investimentos que propiciarão o temeroso e mítico “perdi tudo”. Porém há investimentos que têm retorno irregular e podem apresentar rentabilidade negativa por períodos de tempo, e ainda, certa imprevisibilidade de retorno.
-Liquidez. É a possibilidade de resgatar a aplicação. Alguns investimentos possuem alta liquidez, ocorrendo o resgate no mesmo dia. Já outros têm carência de 3 ou 4 anos para que possa resgatar.
Não existe investimento que atenda bem essas três variáveis (rentabilidade,risco e liquidez). Quem quiser baixo risco e melhor rentabilidade, precisará abrir mão da liquidez. Já quem precisa de alta liquidez e baixo risco, terá de abrir mão um pouco da rentabilidade.
Agora sim, voltando ao título do artigo. O melhor investimento dependerá de cada objetivo, levando em conta o perfil do investidor e também análises do cenário econômico (perspectivas futuras). Para ilustrar: alguém que queira viajar dentro de 4 meses não precisará do dinheiro até lá, porém, não será interessante um investimento que apresente oscilações de rentabilidade, visto que a data de utilização do montante é conhecida e não muito distante. Então, caso haja períodos de retornos negativos, haveria curto período de tempo para possível recuperação. Já um montante destinado para complemento de aposentadoria daqui 20 anos, pode-se abrir mão da liquidez e, dependendo do perfil do investidor, alocar parte em investimentos de maior risco e com potencial de melhores retornos, porém fazendo um bom gerenciamento do o risco.
Pronto! Agora será mais fácil e assertivo escolher os investimentos adequados para suas necessidades. Bons investimentos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Participação em 04/01/2016 no telejornal da TVCA, afiliada da Rede Globo. Sobre valor energia elétrica e impacto da bandeira vermelha.

http://g1.globo.com/mato-grosso/mttv-1edicao/videos/t/edicoes/v/em-mt-conta-de-energia-permanece-com-bandeira-vermelha/4715944/
Participação em 30/12/2015 no telejornal da TVCA, afiliada da Rede Globo. Reportagem sobre juros de cartão de crédito e impacto nas finanças.

http://g1.globo.com/mato-grosso/bom-dia-mt/videos/t/edicoes/v/juros-do-cartao-credito-podem-comprometer-as-financas-pessoais/4707201/

Quem paga juros do cartão de crédito não tem amor ao próprio dinheiro ou não tem absoluta noção de matemática.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Inflação nas alturas! O que fazer?

O IBGE divulgou a inflação de novembro/2015 e nos últimos 12 meses houve uma alta de 10,48% nos preços. Qual o impacto na economia? Qual o impacto para o cidadão? Como se defender?

Quando os aumentos de preços atingem o patamar próximo de 10% no ano, decorrem duas consequências: o cidadão começa a “sentir” esses aumentos, uma vez que as elevações nos preços ficam perceptíveis e o fenômeno torna-se “visível” não só para quem acompanha os índices divulgados. Outra consequência do aumentos de preços em torno de 10% ao ano é a formação de uma resistência difícil de romper. Isso ocorre porque a população já sente os aumentos, então “espera” aumentos futuro. Então, empresários e trabalhadores buscam aumento de seus ganhos para compensar as perdas, e isso gera um ciclo difícil de quebrar.

Com os fortes aumentos de preços, há uma perda de parâmetros. Um investidor que conseguiu rentabilidade de 9% no ano, mas que não acompanha muito a economia, poderá ter um ilusório sentimento de satisfação, pois numericamente houve crescimento do dinheiro poupado. Isso mascara a realidade, já que nesse caso houve uma perda de poder de compra de quase 1,5% no ano (rendimento menos a inflação). Se continuar nessa tocada, no decorrer do tempo o investidor estará perdendo dinheiro (poder de compra), porém sem ter a noção dessa perda.

Outro impacto da inflação alta para o cidadão é que os financiamentos tendem a ficar mais caros, visto que uma das ferramentas para debelar a inflação é aumentar a taxa de juros. Financiamentos de eletrodomésticos, automóveis e imóveis tornam-se mais caros. A alternativa é poupar para tentar comprar à vista ou mesmo dar uma entrada maior. O consórcio também se torna interessante para quem pretende programar a compra.

A receita mágica para se proteger da inflação é fazer comparações – comparar preços de produtos, comparar rentabilidades de investimentos e comparar alternativas para aquisição de bens duráveis. Já que não detemos o poder de controle da inflação, só nos resta pesquisar e buscar o que há de melhor no mercado, valorizando assim cada real de seu patrimônio.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Como perder dinheiro?

Existe uma fórmula fácil e seguida por muitos para perder dinheiro. Brasileiros, generalizando, não possuem muito conhecimento em educação financeira. Esse fato pode ser explicado pelo recente histórico de moeda estável, e também, pela dificuldade de fazer planos de longo prazo devido às mudanças constantes de regras do mercado.

Há relatos de pessoas que conseguiram a “proeza” de perder enormes fortunas num curto período de tempo. Indivíduos que “queimaram” grandes montantes de dinheiro acabaram tendo seus “feitos” amplamente divulgados e conhecidos. Porém não é raro encontrar as mesmas práticas danosas em muitos orçamentos familiares, mas em menores proporções.

Falta de planejamento e descontrole orçamentário, traduzidos no ato de comprar o que não se pode ou não se necessita, gasto acima do que se ganha, aquisição “brinquedinhos” de luxo, endividamento sem controle e outras atitudes, são as fórmulas para destruir riqueza e traçar um futuro tenebroso.

A diferença entre os relatos famosos e o descontrole dos anônimos ao nosso redor é que os “mortais” costumam judiar do próprio dinheiro em pequenas doses, mas por longo período de tempo. Essa atitude acaba sendo imperceptível no curto prazo, e, por vezes, o seu resultado só será notado no momento de pendurar as chuteiras. Aí, então, haverá a surpresa desagradável de constatar que, mesmo tendo boa renda quando na ativa, não houve formação de patrimônio. O resultado será o de ter que passar a “melhor idade” vivendo como faquir, restando torcer, inexitosamente, para a melhoria da previdência social.

Suponho que você seja uma das várias pessoas que não quer perder dinheiro e muito menos empobrecer. Nesse caso, é só fazer o inverso da fórmula acima descrita: fazer planejamento, buscar informações sobre investimentos, poupar parte da renda, controlar o orçamento familiar, etc. Esse é o caminho para viver melhor e que resultará na valorização e ampliação do que ganhou com o suor de seu de seu trabalho.


Tranquilidade ou desespero? As formas de como chegar a um ou outro resultado foram sucintamente abordadas acima. A escolha é uma decisão pessoal que deve ser feita o quanto antes, pois com a chegada da terceira idade já não haverá mais alternativas a não ser se lamentar ou então curtir a vida.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O que fazer na economia atual?

Quem acompanha os noticiários econômicos não deve estar mais aguentando saber de inflação alta, crescimento negativo, desemprego crescente, alta taxa de juros, dólar em alta e outras notícias nada positivas.
Quem vive a crise atual ou quem a analisa do exterior, pode achar que o país está ruindo e que o fim deve estar próximo. A boa notícia é que não é só o Brasil que passa ou já passou por outros momentos econômicos ruins. Desde o início da revolução industrial, as economias dos países são alternadas entre períodos de forte crescimento e períodos de recessão. Economistas sempre buscam ferramentas para atenuar essas oscilações, mas até hoje não foi descoberta a fórmula mágica para evitar esses movimentos.
Sem entrar no mérito de como a crise brasileira foi formada e nem se há responsáveis, o ideal é entender os movimentos e buscar alternativas para se proteger ou mesmo obter benefícios nesses tempos difíceis.
O momento está complicado para a maioria dos setores empresariais. Então, os detentores de funções que recebem comissões devem se preparar para possíveis reduções. Também o momento não é favorável para buscar oportunidades de emprego. Então, há necessidade de valorizar o emprego atual e fazer de tudo para mantê-lo.
Alguém pode estar questionando se há algo positivo nesse atual período conturbado. A resposta é “SIM”. Além dos vendedores de lenços para os muitos que ficam choramingando, as empresas que exportam estão felizes da vida com o dólar em torno de 4 reais. Agora recebem muito mais reais pelo mesmo produto exportado. Porém, há necessidade de aproveitar o momento e buscar novos compradores e, também, de vencer a burocracia do comércio exterior.
Outra grande oportunidade é para quem não tem dívidas e possui investimentos. Contrair dívidas com juros nas alturas nem pensar, mas optar por investimentos com boas taxas de retorno é o sonho de muitos. Porém, para obter essa vantagem não basta correr até a agência bancária e pedir o “melhor investimento”, pois provavelmente será recomendado o melhor investimento… mas para o banco.
Buscar informações, pesquisar, fazer comparações, conhecer seu perfil de investidor e seus objetivos é essencial para investir adequadamente e poder obter vantagem da economia convalescente. Não se mexer é deixar esta ótima oportunidade passar e, provavelmente, fazer parte do time dos que necessitarão adquirir muitas caixas de lenços.

Ninguém deseja que a crise se perpetue e traga consequências desastrosas para o país, mas enquanto ela fizer parte do movimento descendente da economia é recomendável usar mecanismos que compensem a iminente perda do valor de seus recursos financeiros.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Planos e programas “mirabolantes”

Quando o governo federal se mete em alguma enrascada econômica ou política, tem recorrido a algum lançamento de plano ou programa “mirabolante”. Foi assim no Fome Zero, PAC, PAC II, Minha Casa Minha Vida, redução do preço da energia elétrica, Pátria Educadora e agora o PIL - Programa de Investimento em Logística (provavelmente devo ter esquecido algum outro).

Não tenho absolutamente nada contra planos e programas governamentais, desde que realmente haja real necessidade de sua implantação, que resultem da elaboração de projetos consistentes, ocorra com elaboração de projeto consistentes, tenham boa execução e, consequentemente, sejam acompanhados de controle eficiente de cronograma e de custos.

Infelizmente, não é o que tem ocorrido ultimamente, pois quando há denúncias de corrupção, brigas políticas, manifestações populares, problemas fiscais e econômicos ou proximidade eleitoral, é lançado um slogan populista para acalmar os ânimos e desviar o foco. Parece que em meio a alguma crise, no corredor de algum gabinete do Planalto Centra é inventado o tal programa ou plano. Tudo muito “bem planejado” nos 50 ou 100 metros que separam o gabinete dos “brilhantes” criadores da sala de imprensa.

O resultado dessas “emergências” gerenciais é muita pompa e pouco resultado. Salvo raras exceções, esses planos tiveram conclusão de algo em torno de 50% do previsto e ficaram dentro do orçamento previsto. O recente lema Pátria Educadora chega a ser criminoso, pois alardeou prioridade na educação e, em seguida, se viram significativos cortes no orçamento do MEC. Não passou de estelionato promovido com dinheiro público.

A última “piada” foi o Programa de Investimento em Logística, setor que realmente é visto como prioridade para que o país tome um rumo ascendente. A piada está em lançar obras que já haviam sido propagandeadas em planos “vencidos”, e também pelo histórico do governo em atrasos e execução parcial do que foi estabelecido, e para piorar com custos altíssimos.

Infelizmente esse tipo de expediente ainda tem funcionado, pois foi dessa forma que Dilma conseguiu se reeleger, mesmo que ocorrido com uma margem apertada de votos. Para a sorte dos gestores incompetentes, uma parcela da população parece não discernir entre uma plano de marketing e um programa que realmente traga melhorias para a nação.

Os programas e planos recentes parecem ter objetivo único de fomentar a política do pão e circo, porém numa versão com pouco pão e muito circo.

Creio que um bom slogan para o governo atual seria algo como “Programa de Enganação Nacional”, pelo menos haveria mais coerência com a gestão governamental adotada até o presente momento.