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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Aprenda a melhor forma de dar mesada para seu filho e ensiná-lo a lidar com o dinheiro

Reportagem sobre mesada aos filhos, publicada em 12/06/2016 no MTTV 1ª EDIÇÃO (afiliada Globo) no dia 12/07/2016 em reportagem sobre mesada.

Aprenda a melhor forma de dar mesada para seu filho e ensiná-lo a lidar com o dinheiro

Após a participação, escrevi um artigo sobre o assunto: Quer programar o futuro de seu filho?




terça-feira, 2 de maio de 2017

Dois vilões que prejudicam seu orçamento

Ao pensarmos na prática do planejamento financeiro, percebemos que ainda são poucos os que o fazem. Devido a isso, é comum endividamento descontrolado e o sentimento de que “o salário não dá”, “não sei para onde foi o dinheiro” ou “ganha pouco”.


Existem dois grandes vilões para o seu bolso. Eles têm o cuidado de serem invisíveis, imperceptíveis e lentos em sua atuação. São eles os pequenos gastos diários desnecessários e a compra de bens que carregam passivos.


Os pequenos gastos diários desnecessários são aqueles que você acredita não haver problema, por terem baixo valor. Seja um lanche na padaria próxima da empresa, chopinho nos finais de tarde, café no meio da tarde, etc. Esse vilão tem impacto maior principalmente em faixas de rendas menores.


Exemplo: Fazer um lanche rápido na parte da manhã e outro à tarde custará em torno de 20 reais numa lanchonete. Se você substituir essa prática por comprar no supermercado algo semelhante, o gasto diário será próximo de 10 reais por dia. Somando 24 dias úteis, será onerado no orçamento mensal 240 reais para fazer o lanche “fora”. Esse maior gasto ocorrerá de maneira sorrateira e imperceptível. Para quem possui uma renda maior, esse valor não terá grande impacto no orçamento, mas imagine um casal que não tenha uma renda alta: serão 480 reais mensais de gastos que poderiam estar sendo destinados para uma reserva financeira ou qualquer outra prioridade.


Bens que necessitarão de gastos regulares adicionais são chamados bens que carregam passivo. Também há forte impacto no orçamento, pois normalmente só é calculado o valor do bem, esquecendo dos gastos futuros. Por exemplo, casa de veraneio, lancha e veículos. Em relação aos veículos, na maioria das cidades brasileiras o transporte coletivo é sofrível, então é compreensível o desejo da maioria pelo transporte individual (carro/moto). Porém, antes de efetuar uma compra, será que o veículo desejado caberá no orçamento? Será que um veículo de menor valor não seria mais compatível com sua renda?


Custo de se manter um veículo de 50 mil reais:
Depreciação (aproximadamente 10% ao ano)
R$ 5.000,00
IPVA(3%)/Licenciamento
R$ 1.715,00
Seguro (varia de acordo com perfil e veículo)
R$ 1.810,00
Custo de oportunidade (5% ao ano). Dinheiro poderia estar rendendo
R$ 2.500,00
Revisão (anual ou normalmente de 10 em 10 mil km)
R$ 375,00
TOTAL (custo fixo)
R$ 11.400,00


Serão 950 reais por mês (custo fixo) para manter um veículo de 50 mil reais. Isso sem mencionar se o veículo for financiado, pois nesse caso haverá o custo dos juros. Esse cálculo é somente para manter o veículo parado, pois se decidir rodar haverão gastos com combustível, estacionamento, pneus etc. Para quem necessita do veículo com pouca frequência, vale a pena analisar se não seria mais vantajoso optar por utilizar táxi ou aplicativos de transporte.

Será que esses vilões estão atrapalhando sua vida financeira? Será que não existem outros vilões imperceptíveis? Uma excelente ferramenta que poderá te proteger são os aplicativos para controle de gastos (controle financeiro). Além de te auxiliar em estabelecer/priorizar objetivos, ajudam em também alcançar uma vida financeira mais tranquila.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Crise: 5 ações para ficar de fora

Momentos adversos são inerentes à vida; seja problema de saúde, familiar, de relacionamento ou da atividade laboral.

Na economia, os momentos adversos são muito conhecidos como “crise”. Essa palavra costuma multiplicar absurdamente pelas mídias e por muitos que parecem só conseguir ver ruína e devastação. Na vida profissional não é somente crises econômicas as causadoras de turbulências. Há também aumento de concorrência, mudanças tecnológicas, mudança de perfil dos consumidores etc.

Diante do “indesejável”, basicamente há as seguintes alternativas:
  • Ficar choramingando (beneficiando os vendedores de lenços);
  • Reclamar e esperar o pior passar (quase nunca irá funcionar);
  • Trabalhar e estudar mais e melhor.

Atuo profissionalmente com finanças pessoais e investimentos, e mesmo acompanhando e sabendo de dados negativos da economia, a empresa que atuo está saindo ilesa do momento econômico adverso, ou melhor, a empresa tem crescido. Cidadãos que não costumavam se preocupar em planejar o orçamento familiar e em adquirir bons e adequados investimentos começaram a buscar informações e com isso, aumentou a demanda por bons serviços. Alguns poderão dizer que tivemos sorte ou que a crise nos beneficiou.

Posso até concordar parcialmente. Porém, seguem algumas ações que fizemos antes do momento adverso e que continuamos a fazer:

  1. Busca constante por qualificação (leitura, treinamentos e certificações);
  2. Foco nas necessidades dos clientes, isso permite fidelização e indicações;
  3. Estar alerta de novos produtos, fornecedores, parceiros, tendências e oportunidades;
  4. Busca por melhoria constante de processos;
  5. Trabalhar, trabalhar e trabalhar. Raramente o escritório fica vazio antes das 19h30 horas.

Será que teríamos crescimento na adversidade se não tivéssemos tratado as dicas “milagrosas” acima como regras diárias? Querer se mexer somente quando a situação está caótica mitiga as chances de superação de obstáculos.

Se ainda acredita em “sorte”, outro exemplo: dois de nossos clientes são empresários do ramo de software e soluções sistema de informações. Muitos desse setor reclamam da diminuição de clientes e demais dificuldades. A dupla de empresários optou por trabalhar muito e buscar clientes em qualquer região do país. Tiveram de sair da zona de conforto e “abriram” uma filial virtual pelos aeroportos do país. Onde houvesse clientes potenciais lá estavam eles tentando fechar negócio e mostrando seus serviços.

Não importa se você é empresário, profissional liberal, autônomo, funcionário público, estudante ou qualquer outra atividade. Saiba que momentos adversos sempre ocorreram e ocorrerão. Estar sempre preparado e focar em soluções e nas variáveis que dependem de nós é o que podemos fazer de melhor. Outra alternativa é se juntar aos que só conseguem choramingar e reclamar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Quer programar o futuro de seu filho?

No Brasil vivemos algumas situações particulares: mesmo passados mais de 20 anos do período de altíssima inflação, ainda colhemos resultados adversos. O maior deles é de ver que muitos que vivenciaram aquele período têm dificuldades de controlar o orçamento e fazer planejamento de longo prazo. Lamentavelmente, as boas práticas não foram repassadas para gerações seguintes.

Outra característica muito comum a nós, brasileiros, é não comentar o valor da própria renda. Normalmente não ficamos confortáveis de informar valor salarial para amigos, colegas e familiares. Então, os filhos não costumam ter muita noção do valor do dinheiro e de suas possibilidades de gastos.

As crianças e adolescentes precisam entender como são gerados os recursos financeiros da família e que estes são finitos. Precisam entender, também, que cada escolha de gastos significa ter que abdicar de outros. Exemplo: Se a família optar por jantar fora 2 ou 3 vezes por semana, poderá faltar dinheiro para viajar no final do ano. Administrar orçamentos é elencar prioridades, fazer escolhas e planejar o futuro.

MESADA é uma maneira de replicar desde cedo os conceitos das finanças pessoais. É uma ótima fase crianças e adolescentes aprenderem com os próprios erros ao optar por escolhas erradas. É uma fase boa, também, para começarem a entender que para comprar coisas caras será necessário poupar alguns meses para conseguir esses objetivos.

Algumas dicas:
-Estabelecer um valor de mesada razoável, e que esteja dentro do orçamento da família;
-O ideal é iniciar, lá pelos 8 anos de idade, pagando semanalmente, pois nessa fase há maior dificuldade de compreensão e de pensar no longo prazo. Posteriormente pode-se passar para quinzena e dos 11 a 12 anos já dá para fazer pagamentos mensais;
-Deixar claro quais os gastos que deverão ser pagos pela mesada (sorvete, cinema, lanche na escola, etc). Quanto mais nova a criança, menos itens devem ser incluídos na mesada. Com adolescente com 15 ou 16 anos já se pode incluir na mesada gastos com roupas, celulares e alguns outros itens;
-Seguir a risca o que foi combinado. Se a criança decidiu gastar tudo no primeiro dia, não ceder às possíveis solicitações e choramingos. Orientar os tios e avós sobre isso para evitar empréstimos ou doações que burlem o intuito educativo;
-Escolhas erradas farão parte do aprendizado. Respeite as escolhas feitas, pois as prioridades de uma criança são bem diferentes de jovens e adultos;
-Oriente também sobre poupar para poder comprar coisas mais caras e também sobre investimentos. Ensine que dinheiro poupado poderá render juros das aplicações financeiras;
-A mesada não deve ser instrumento de troca pelas obrigações das crianças, como tirar boas notas na escola ou arrumar o quarto e brinquedos;
-Lembre-se, além da mesada, a educação pelo exemplo também é de suma importância. Deixar a criança/adolescente participar de conversas sobre finanças é instrutivo, pois mostrará a importância de planejar e fazer escolhas;
-O assunto não deve ser tratado como algo chato, e sim como algo benéfico e importante para atingir objetivos financeiros e metas de vida, de maneira mais fácil.

Quanto mais cedo a criança e o adolescente aprenderem a gerenciar o próprio dinheiro, maior será a possibilidade de se tornarem adultos que façam com que o resultado do suor do seu trabalho seja bem utilizado e multiplicado.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Previdência social e Papai Noel

Quando éramos criança, tínhamos certeza de que uma vez por ano um bom velhinho nos encheriam de presentes. O tempo passou, crescemos e após décadas de trabalho muitos têm a crença que ao aposentar terão tranquilidade financeira na fase da melhor idade.


No Brasil, e em muitos outros países, o sistema previdenciário é regido pelo modelo de repartição simples (também conhecido como contributivo ou solidário), que em português claro significa que as aposentadorias de hoje são pagas com as contribuições dos trabalhadores da ativa.


Não sou o primeiro a alertar para o fato de o nosso sistema estar fadado a entrar em colapso. Alias, são os números que corroboram essa sentença. Nosso sistema foi saudável no período em que a expectativa de vida dos brasileiros era baixa e havia grande crescimento populacional. Dessa forma haviam muitos futuros novos trabalhadores para arcar com o pequeno tempo de recebimento dos beneficiários.


Diante desse cenário favorável do passado, foram criados algumas situações difíceis de encontrar em outros países, como, por exemplo, o fato de o aposentado receber o mesmo valor dos trabalhadores da ativa (não mais vigente). Do ponto de vista individual isso é ótimo, porém insustentável e oneroso para futuros trabalhadores. Outras brasilidades são aposentadorias precoces e alguns privilégios que normalmente são denominados como “direitos adquiridos”.


Não se trata de ser malvado ou perseguir os idosos, mas fazer contas e equalizar o sistema previdenciário é respeitar gerações futuras e viabilizar o país, pois a realidade demográfica atual é diferente, vivemos um aumento da expectativa de vida e menor taxa de natalidade.


Esses números são conhecidos, não seria plausível esperar medidas corretas dos políticos burocratas para sanar os problemas do sistema previdenciário? Particularmente, acredito que medidas necessárias e impopulares não serão tomadas e a conta será paga pelo governo, ou seja, com o dinheiro dos cidadãos, seja via impostos, contribuições ou inflação. Há diversas “soluções” políticas para disfarçar e evitar que a dor da verdade seja sentida. Afinal, esperar medidas impopulares e sensatas de políticos não é algo em que se possa acreditar.


A grande maioria dos países também passaram e estão passando por mudanças demográficas desfavoráveis para o sistema previdenciário (aumento da expectativa de vida e menor crescimento populacional). A diferença é que os ajustes estão sendo feitos, de maneira gradativa. O debate e as contas são apresentadas e a maioria da população entende que soluções mágicas não existem e que a solução menos traumática é aumentar a idade mínima para aposentadoria.


Aqui vai uma recomendação/alerta, principalmente para os mais jovens: se hoje os números hoje são desfavoráveis, no futuro tenderão a piorar. Então uma solução é não depender exclusivamente de um sistema fadado a ter complicações, portanto vale a pena buscar informações e iniciar o quanto antes uma boa previdência privada.

Se ainda não fui convincente e para os que ainda acreditam em Papai Noel, saibam que ele me confidenciou que ainda trabalha porque não consegue se manter com a aposentadoria, e que lamenta profundamente não ter ouvido falar de previdência privada quando era jovem.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O que fazer na economia atual?

Quem acompanha os noticiários econômicos não deve estar mais aguentando saber de inflação alta, crescimento negativo, desemprego crescente, alta taxa de juros, dólar em alta e outras notícias nada positivas.
Quem vive a crise atual ou quem a analisa do exterior, pode achar que o país está ruindo e que o fim deve estar próximo. A boa notícia é que não é só o Brasil que passa ou já passou por outros momentos econômicos ruins. Desde o início da revolução industrial, as economias dos países são alternadas entre períodos de forte crescimento e períodos de recessão. Economistas sempre buscam ferramentas para atenuar essas oscilações, mas até hoje não foi descoberta a fórmula mágica para evitar esses movimentos.
Sem entrar no mérito de como a crise brasileira foi formada e nem se há responsáveis, o ideal é entender os movimentos e buscar alternativas para se proteger ou mesmo obter benefícios nesses tempos difíceis.
O momento está complicado para a maioria dos setores empresariais. Então, os detentores de funções que recebem comissões devem se preparar para possíveis reduções. Também o momento não é favorável para buscar oportunidades de emprego. Então, há necessidade de valorizar o emprego atual e fazer de tudo para mantê-lo.
Alguém pode estar questionando se há algo positivo nesse atual período conturbado. A resposta é “SIM”. Além dos vendedores de lenços para os muitos que ficam choramingando, as empresas que exportam estão felizes da vida com o dólar em torno de 4 reais. Agora recebem muito mais reais pelo mesmo produto exportado. Porém, há necessidade de aproveitar o momento e buscar novos compradores e, também, de vencer a burocracia do comércio exterior.
Outra grande oportunidade é para quem não tem dívidas e possui investimentos. Contrair dívidas com juros nas alturas nem pensar, mas optar por investimentos com boas taxas de retorno é o sonho de muitos. Porém, para obter essa vantagem não basta correr até a agência bancária e pedir o “melhor investimento”, pois provavelmente será recomendado o melhor investimento… mas para o banco.
Buscar informações, pesquisar, fazer comparações, conhecer seu perfil de investidor e seus objetivos é essencial para investir adequadamente e poder obter vantagem da economia convalescente. Não se mexer é deixar esta ótima oportunidade passar e, provavelmente, fazer parte do time dos que necessitarão adquirir muitas caixas de lenços.

Ninguém deseja que a crise se perpetue e traga consequências desastrosas para o país, mas enquanto ela fizer parte do movimento descendente da economia é recomendável usar mecanismos que compensem a iminente perda do valor de seus recursos financeiros.