Muito se tem comentado sobre a previdência privada. Afinal, como funciona? É uma boa alternativa? O que observar para contratar um plano?
Blog sobre preservação ambiental, economia, política e outras "bobagens". Autor: eu mesmo, Luiz Augusto Victorino Alves Corrêa. Administrador pós graduado em Gerenciamento de Projetos, atuando profissionalmente como agente de investimentos. Apaixonado por economia, finanças, investimentos e motos.
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
Orçamento Pessoal - Como começar?
Recentemente fui convidado para, mais uma vez, falar sobre assuntos que adoro: felicidade, tranquilidade e dinheiro.
Fui entrevistado para dar dicas de como fazer um orçamento pessoal saudável. É o que pretendo abordar neste texto. Porém, antes de passar alguns conselhos, seguem ponderações necessárias ao tema.
Fazer orçamento é lidar com escolhas e, portanto, elencar prioridades. O que realmente é importante para você? O que lhe propicia crescimento e satisfação? Afinal, nossa renda é finita, já os desejos de compras… normalmente são sempre crescentes e muito acima de nossa capacidade financeira.
Pessoas em situações financeiras difíceis, normalmente creditam essas dificuldades ao fato de ganhar pouco ou, então, a situações não previstas, tais como: desemprego, problemas de saúde, geladeira que estragou, etc. Porém, a realidade é que as situações adversas são causadas por escolhas passadas erradas, pois a vida laboral de uma pessoa é em torno de 35 anos e durante todo esse período será muito pouco provável que nesses 12.780 dias não ocorra nenhuma desses ou outros eventos adversos não previstos. Estar preparado e antever essas possibilidades depende de um bom planejamento, que preveja a manutenção de reserva financeira para essas emergências.
Outra observação se refere às famílias que não têm folga no orçamento e, em decorrência desse fato, qualquer aumento de preço de energia (ou qualquer outro gasto adicional) já complicará o fechamento das contas no 0X0.
Em conversas, observo que algumas pessoas têm uma “programação mental” que as leva a sentir a necessidade de gastar toda a renda, e consideram que dinheiro poupado e investido seria algo jogado fora e não traria prazer imediato. Quando poupamos e investimos, deixamos de consumir no presente para poder consumir mais no futuro, tendo os juros como nossos aliados para multiplicar o suor de nossos esforços, aumentando o poder de consumo.
Feita as observações, agora sim: dicas para iniciar um planejamento e ajustes no orçamento:
-Anotar todos os gastos. Esse é o ponto de partida, sem isso não será possível identificar a real situação e nem onde poderão ocorrer ajustes;
-Agora é execução: ver onde estão indo os maiores gastos e, também, onde podem ser cortados, sem que prejudique sua qualidade de vida (fazer escolhas, lembrando que a renda é finita);
-Se possível faça essa tarefa com todos os familiares, dessa forma será mais eficaz e evitará “cabos de guerra”. Estabeleça as prioridades em consenso, bem como onde poderá haver cortes. Fazendo dessa forma, será uma excelente oportunidade para que os filhos comecem a entender a importância de gerenciar o orçamento familiar.
-Agora é execução: ver onde estão indo os maiores gastos e, também, onde podem ser cortados, sem que prejudique sua qualidade de vida (fazer escolhas, lembrando que a renda é finita);
-Se possível faça essa tarefa com todos os familiares, dessa forma será mais eficaz e evitará “cabos de guerra”. Estabeleça as prioridades em consenso, bem como onde poderá haver cortes. Fazendo dessa forma, será uma excelente oportunidade para que os filhos comecem a entender a importância de gerenciar o orçamento familiar.
Imagino que alguns tenham achado fáceis e óbvias as dicas. Só tenho a concordar e recomendar o início de uma vida financeira mais tranquila e prazerosa.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Em tempos de crise, previdência privada complementa aposentadoria
As previdências privadas podem surgir como alternativa para quem pretende complementar a renda da previdência social. Segundo o assessor de investimentos Luiz Augusto Alves Corrêa, da Ouro Investimentos, os planos...
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Previdência social e Papai Noel
Quando éramos criança, tínhamos certeza de que uma vez por ano um bom velhinho nos encheriam de presentes. O tempo passou, crescemos e após décadas de trabalho muitos têm a crença que ao aposentar terão tranquilidade financeira na fase da melhor idade.
No Brasil, e em muitos outros países, o sistema previdenciário é regido pelo modelo de repartição simples (também conhecido como contributivo ou solidário), que em português claro significa que as aposentadorias de hoje são pagas com as contribuições dos trabalhadores da ativa.
Não sou o primeiro a alertar para o fato de o nosso sistema estar fadado a entrar em colapso. Alias, são os números que corroboram essa sentença. Nosso sistema foi saudável no período em que a expectativa de vida dos brasileiros era baixa e havia grande crescimento populacional. Dessa forma haviam muitos futuros novos trabalhadores para arcar com o pequeno tempo de recebimento dos beneficiários.
Diante desse cenário favorável do passado, foram criados algumas situações difíceis de encontrar em outros países, como, por exemplo, o fato de o aposentado receber o mesmo valor dos trabalhadores da ativa (não mais vigente). Do ponto de vista individual isso é ótimo, porém insustentável e oneroso para futuros trabalhadores. Outras brasilidades são aposentadorias precoces e alguns privilégios que normalmente são denominados como “direitos adquiridos”.
Não se trata de ser malvado ou perseguir os idosos, mas fazer contas e equalizar o sistema previdenciário é respeitar gerações futuras e viabilizar o país, pois a realidade demográfica atual é diferente, vivemos um aumento da expectativa de vida e menor taxa de natalidade.
Esses números são conhecidos, não seria plausível esperar medidas corretas dos políticos burocratas para sanar os problemas do sistema previdenciário? Particularmente, acredito que medidas necessárias e impopulares não serão tomadas e a conta será paga pelo governo, ou seja, com o dinheiro dos cidadãos, seja via impostos, contribuições ou inflação. Há diversas “soluções” políticas para disfarçar e evitar que a dor da verdade seja sentida. Afinal, esperar medidas impopulares e sensatas de políticos não é algo em que se possa acreditar.
A grande maioria dos países também passaram e estão passando por mudanças demográficas desfavoráveis para o sistema previdenciário (aumento da expectativa de vida e menor crescimento populacional). A diferença é que os ajustes estão sendo feitos, de maneira gradativa. O debate e as contas são apresentadas e a maioria da população entende que soluções mágicas não existem e que a solução menos traumática é aumentar a idade mínima para aposentadoria.
Aqui vai uma recomendação/alerta, principalmente para os mais jovens: se hoje os números hoje são desfavoráveis, no futuro tenderão a piorar. Então uma solução é não depender exclusivamente de um sistema fadado a ter complicações, portanto vale a pena buscar informações e iniciar o quanto antes uma boa previdência privada.
Se ainda não fui convincente e para os que ainda acreditam em Papai Noel, saibam que ele me confidenciou que ainda trabalha porque não consegue se manter com a aposentadoria, e que lamenta profundamente não ter ouvido falar de previdência privada quando era jovem.
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