segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Bandeira Amarela nas contas de energia: Saiba como não perder dinheiro

Devido aos reservatórios das hidrelétricas estarem baixos, a ANEEL implantou a bandeira amarela a partir de novembro. Isso acarreta elevação de R$ 1,50 para cada 100kWh consumidos. A média de consumo de energia das residências brasileiras é de 160kWh/mês o que nos leva a pensar que o peso dessa taxa extra terá pouco impacto nas contas das famílias.

Mas qual o motivo para tanta preocupação? Ocorre que muitas famílias já estão com orçamentos estrangulados, aí acende o sinal amarelo para desajuste e possível início de endividamento. Outro agravante para algumas famílias é a situação de desemprego ou dívidas altas já adquiridas. Daí esse aumento, mesmo que pequeno, terá forte impacto negativo nas contas.

Essa taxa extra vem em um momento que normalmente o consumo de energia das residências aumenta, decorrente do uso mais intenso de aparelhos de ar condicionado, que dependendo do calor, nós de Mato Grosso podemos classificar como equipamento de primeira necessidade.

Como não sabemos até quando a bandeira amarela irá durar ou se virá a bandeira vermelha, o ideal é ter um orçamento familiar saudável e planejado. Poucos têm o costume de planejar a vida financeira, e alguns acham isso chato ou desnecessário. Costumo dizer que chato mesmo é ficar passando apertos e chegar no final do mês devendo. Um bom planejamento financeiro permite o oposto do que a maioria imagina: gastar e viver bem. Pior que chegar ao final do mês sem dinheiro é chegar na fase de aposentadoria e descobrir que não construiu um patrimônio que permita uma vida digna: ter trabalhado a vida toda e não poder ter tranquilidade e conforto na melhor idade.

Como fazer:

-O 1º passo é conhecer e listar a renda e os gastos. Parece óbvio, mas algumas famílias não sabem nem quanto entra de dinheiro, muito menos o que sai e qual o destino. Anotar também as dívidas e prestações;

-Sabendo a situação atual, aí vem a parte de planejar. Elencar prioridades e fazer ajustes. Recomenda-se uma folga e aproveitar para aplicar o dinheiro. Lazer é importante e deve ser mantido, porém, ajustado de acordo com a situação e necessidade de cada um;

-Continuar o controle dos gastos e ajustes, para isso há ótimos aplicativos que facilitarão bastante. Evite compras por impulso ou que tenha dúvida da necessidade;

-Agora a melhor etapa: fazer projetos de vida de curto, médio e longo prazo. Com orçamento planejado, pode-se transformar sonhos em realizações. Fazer faculdade ou pós-graduação, viagens, compra/troca de apartamento, aposentadoria tranquila são o sonho da maioria, entretanto, a chance de realização será muito maior se houver organização e planejamento.

Quanto ao aumento do consumo e da tarifa extra de energia elétrica, há diversas, conhecidas e úteis dicas para economia de energia. Porém em níveis de importância, buscar informações e iniciar um planejamento do orçamento familiar é o que trará maiores benefícios.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

A PEC 241 é o início de uma esperança

A PEC 241 (Proposta de Emenda Constitucional) aprovada em 10/10/2016 limita o crescimento do endividamento do país.


Para entender, imagine uma família endividada que quer aumentar ainda mais o nível das dívidas. Fazendo isso de forma crescente, as instituições bancárias identificarão um aumento de risco, e, portanto irão aumentar as taxas de juros até chegar a um ponto que nem irão mais querer ceder crédito. Dessa forma a família entrará numa bola de neve e terá muita dificuldade de voltar a ter uma situação financeira razoável.


Ainda na analogia com a família, ao entrar dinheiro novo do empréstimo, haverá uma falsa sensação de conforto financeiro, que por vezes permitiria trocar o automóvel, expandir a casa, etc. Parece bom, e realmente é se não fosse o “pequeno” detalhe que tudo isso deverá ser pago no futuro. Em situações extremas de endividamentos, irá sobrecarregar o orçamento familiar por décadas. O conforto de hoje será a penúria de vários anos futuros.


Essa irresponsabilidade fiscal o Brasil viveu por muito tempo num passado recente. Porém alguns deputados e partidos políticos ainda parecem acreditar em Papai Noel ou árvore de dinheiro. Minha opinião é que para ser contra a PEC 241 precisa de muita ignorância e falta de conhecimento, ou então má fé e populismo.


O PT, REDE, PSOL e PCdoB votaram contra a lógica e bom senso. São os chamados partidos de esquerda, que primam pelo populismo e não conseguem enxergar fatos históricos. Bradam contra capitalismo, empreendedorismo e amam o Estado enorme e a ineficiência.


Esses partidos utilizam o populismo e a balela da igualdade, porém ninguém em sã consciência iria preferir ser classe média em Cuba, Coréia do Norte ou Venezuela, do que classe baixa em países com liberdade econômica, tais como Nova Zelândia, Austrália, Suíça e Canadá.


Só há uma explicação para um partido político trabalhar contra o país: a miséria e ignorância é um prato cheio para a disseminação do populismo e falsa necessidade de que somos totalmente dependentes do Estado.

Sonho com o dia que ideias marxistas fiquem apenas em livros empoeirados, e no dia que isso ocorrer, o país será muito mais próspero e justo. Esse meu ideal se baseia em fatos econômicos mundiais e não em devaneios mentecaptos manchados de vermelho.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Ataque covarde!

Cenas fortes de ataque covarde aos admiradores da esquerda.

Nunca vi tanta barbárie... foi utilizado armas desproporcionais contra os militantes: diálogo, questionamento, reflexão, verdade, conhecimento e liberdade de expressão. Todas armas de grosso calibre para quem só está acostumado a ler e repetir baboseiras acéfalas.

Um massacre sem dó!!!



quarta-feira, 6 de julho de 2016

Quer programar o futuro de seu filho?

No Brasil vivemos algumas situações particulares: mesmo passados mais de 20 anos do período de altíssima inflação, ainda colhemos resultados adversos. O maior deles é de ver que muitos que vivenciaram aquele período têm dificuldades de controlar o orçamento e fazer planejamento de longo prazo. Lamentavelmente, as boas práticas não foram repassadas para gerações seguintes.

Outra característica muito comum a nós, brasileiros, é não comentar o valor da própria renda. Normalmente não ficamos confortáveis de informar valor salarial para amigos, colegas e familiares. Então, os filhos não costumam ter muita noção do valor do dinheiro e de suas possibilidades de gastos.

As crianças e adolescentes precisam entender como são gerados os recursos financeiros da família e que estes são finitos. Precisam entender, também, que cada escolha de gastos significa ter que abdicar de outros. Exemplo: Se a família optar por jantar fora 2 ou 3 vezes por semana, poderá faltar dinheiro para viajar no final do ano. Administrar orçamentos é elencar prioridades, fazer escolhas e planejar o futuro.

MESADA é uma maneira de replicar desde cedo os conceitos das finanças pessoais. É uma ótima fase crianças e adolescentes aprenderem com os próprios erros ao optar por escolhas erradas. É uma fase boa, também, para começarem a entender que para comprar coisas caras será necessário poupar alguns meses para conseguir esses objetivos.

Algumas dicas:
-Estabelecer um valor de mesada razoável, e que esteja dentro do orçamento da família;
-O ideal é iniciar, lá pelos 8 anos de idade, pagando semanalmente, pois nessa fase há maior dificuldade de compreensão e de pensar no longo prazo. Posteriormente pode-se passar para quinzena e dos 11 a 12 anos já dá para fazer pagamentos mensais;
-Deixar claro quais os gastos que deverão ser pagos pela mesada (sorvete, cinema, lanche na escola, etc). Quanto mais nova a criança, menos itens devem ser incluídos na mesada. Com adolescente com 15 ou 16 anos já se pode incluir na mesada gastos com roupas, celulares e alguns outros itens;
-Seguir a risca o que foi combinado. Se a criança decidiu gastar tudo no primeiro dia, não ceder às possíveis solicitações e choramingos. Orientar os tios e avós sobre isso para evitar empréstimos ou doações que burlem o intuito educativo;
-Escolhas erradas farão parte do aprendizado. Respeite as escolhas feitas, pois as prioridades de uma criança são bem diferentes de jovens e adultos;
-Oriente também sobre poupar para poder comprar coisas mais caras e também sobre investimentos. Ensine que dinheiro poupado poderá render juros das aplicações financeiras;
-A mesada não deve ser instrumento de troca pelas obrigações das crianças, como tirar boas notas na escola ou arrumar o quarto e brinquedos;
-Lembre-se, além da mesada, a educação pelo exemplo também é de suma importância. Deixar a criança/adolescente participar de conversas sobre finanças é instrutivo, pois mostrará a importância de planejar e fazer escolhas;
-O assunto não deve ser tratado como algo chato, e sim como algo benéfico e importante para atingir objetivos financeiros e metas de vida, de maneira mais fácil.

Quanto mais cedo a criança e o adolescente aprenderem a gerenciar o próprio dinheiro, maior será a possibilidade de se tornarem adultos que façam com que o resultado do suor do seu trabalho seja bem utilizado e multiplicado.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Nomeação de Lula para Ministro

Ao nomear Lula como Ministro, Dilma ignorou o bom senso, a moralidade, as instituições, a opinião pública, os protestos ocorridos e a inteligência dos cidadãos em geral.

Essa nomeação foi um movimento de desespero, que aparentemente antecipará um “xeque-mate” ao governo petista.

Só é lamentável ainda ver “mimimis” dos poucos defensores desse (des)governo. Falatório que há perseguição, que é invenção da mídia golpista, que a crise é econômica e que Aécio (ou qualquer outro) também não estão tendo o mesmo tratamento. Quer dizer que a devolução de 3 bilhões roubados foi invenção? Quer dizer que a “grande mídia capitalista” inventou as denúncias? Que a economia mundial está em crise?

Quanto ao Aécio ou qualquer outro político, que sejam investigados de acordo com indícios apresentados. Punição para todos culpados é o que se deseja, independente de partido ou cargo exercido.

Enfim, agora só resta esperar que as regras e instituições sejam seguidas e fortalecidas e daqui para frente o país volte a andar para frente.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Previdência social e Papai Noel

Quando éramos criança, tínhamos certeza de que uma vez por ano um bom velhinho nos encheriam de presentes. O tempo passou, crescemos e após décadas de trabalho muitos têm a crença que ao aposentar terão tranquilidade financeira na fase da melhor idade.


No Brasil, e em muitos outros países, o sistema previdenciário é regido pelo modelo de repartição simples (também conhecido como contributivo ou solidário), que em português claro significa que as aposentadorias de hoje são pagas com as contribuições dos trabalhadores da ativa.


Não sou o primeiro a alertar para o fato de o nosso sistema estar fadado a entrar em colapso. Alias, são os números que corroboram essa sentença. Nosso sistema foi saudável no período em que a expectativa de vida dos brasileiros era baixa e havia grande crescimento populacional. Dessa forma haviam muitos futuros novos trabalhadores para arcar com o pequeno tempo de recebimento dos beneficiários.


Diante desse cenário favorável do passado, foram criados algumas situações difíceis de encontrar em outros países, como, por exemplo, o fato de o aposentado receber o mesmo valor dos trabalhadores da ativa (não mais vigente). Do ponto de vista individual isso é ótimo, porém insustentável e oneroso para futuros trabalhadores. Outras brasilidades são aposentadorias precoces e alguns privilégios que normalmente são denominados como “direitos adquiridos”.


Não se trata de ser malvado ou perseguir os idosos, mas fazer contas e equalizar o sistema previdenciário é respeitar gerações futuras e viabilizar o país, pois a realidade demográfica atual é diferente, vivemos um aumento da expectativa de vida e menor taxa de natalidade.


Esses números são conhecidos, não seria plausível esperar medidas corretas dos políticos burocratas para sanar os problemas do sistema previdenciário? Particularmente, acredito que medidas necessárias e impopulares não serão tomadas e a conta será paga pelo governo, ou seja, com o dinheiro dos cidadãos, seja via impostos, contribuições ou inflação. Há diversas “soluções” políticas para disfarçar e evitar que a dor da verdade seja sentida. Afinal, esperar medidas impopulares e sensatas de políticos não é algo em que se possa acreditar.


A grande maioria dos países também passaram e estão passando por mudanças demográficas desfavoráveis para o sistema previdenciário (aumento da expectativa de vida e menor crescimento populacional). A diferença é que os ajustes estão sendo feitos, de maneira gradativa. O debate e as contas são apresentadas e a maioria da população entende que soluções mágicas não existem e que a solução menos traumática é aumentar a idade mínima para aposentadoria.


Aqui vai uma recomendação/alerta, principalmente para os mais jovens: se hoje os números hoje são desfavoráveis, no futuro tenderão a piorar. Então uma solução é não depender exclusivamente de um sistema fadado a ter complicações, portanto vale a pena buscar informações e iniciar o quanto antes uma boa previdência privada.

Se ainda não fui convincente e para os que ainda acreditam em Papai Noel, saibam que ele me confidenciou que ainda trabalha porque não consegue se manter com a aposentadoria, e que lamenta profundamente não ter ouvido falar de previdência privada quando era jovem.