sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Finanças pessoais e planejamento financeiro

Entrevista concedida para rádio ALMT, sobre finanças pessoais, planejamento, investimentos e afins.





Fotos: Ronaldo Mazza/ALMT

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Qual o melhor investimento?

Sempre sou questionado sobre qual o melhor investimento. Se você espera uma resposta curta e certeira lamento decepcionar, então, pode achar que não vale a pena ler este texto. Porém, se tem interesse em identificar mais sobre seus objetivos, perfil de investidor e também as características dos investimentos: boa leitura. 😊
Antes de comentar sobre investimentos, é necessário analisar e conhecer sobre o investidor. Qual o objetivo do investimento a fazer? Seria para uma reserva de emergência, viagem daqui a 4 meses, troca de automóvel daqui um ano, compra de imóvel dentro de 4 ou 5 anos, complemento de aposentadoria em 25 anos? Cada investidor possui diversos objetivos, portanto, é interessante montar um portfólio com investimentos adequados para cada destinação planejada.
Para escolha de investimentos adequados também é primordial conhecer mais sobre a característica do investidor: idade, se é casado, se tem filhos, se tem um tempo livre ou está disposto a acompanhar o mercado financeiro, sobre o “sentimento” sobre possíveis perdas (perfil do investidor), etc. Todas essas informações são necessárias para a identificação do perfil do investidor e seus sentimentos sobre risco.
Em se conhecendo o investidor, agora sim é hora de saber mais sobre investimentos. Basicamente há três parâmetros para analisar: Rentabilidade, risco e liquidez. Vamos entender mais:
-Rentabilidade. Quanto maior, melhor… essa foi fácil;
-Risco. São poucos investimentos que propiciarão o temeroso e mítico “perdi tudo”. Porém há investimentos que têm retorno irregular e podem apresentar rentabilidade negativa por períodos de tempo, e ainda, certa imprevisibilidade de retorno.
-Liquidez. É a possibilidade de resgatar a aplicação. Alguns investimentos possuem alta liquidez, ocorrendo o resgate no mesmo dia. Já outros têm carência de 3 ou 4 anos para que possa resgatar.
Não existe investimento que atenda bem essas três variáveis (rentabilidade,risco e liquidez). Quem quiser baixo risco e melhor rentabilidade, precisará abrir mão da liquidez. Já quem precisa de alta liquidez e baixo risco, terá de abrir mão um pouco da rentabilidade.
Agora sim, voltando ao título do artigo. O melhor investimento dependerá de cada objetivo, levando em conta o perfil do investidor e também análises do cenário econômico (perspectivas futuras). Para ilustrar: alguém que queira viajar dentro de 4 meses não precisará do dinheiro até lá, porém, não será interessante um investimento que apresente oscilações de rentabilidade, visto que a data de utilização do montante é conhecida e não muito distante. Então, caso haja períodos de retornos negativos, haveria curto período de tempo para possível recuperação. Já um montante destinado para complemento de aposentadoria daqui 20 anos, pode-se abrir mão da liquidez e, dependendo do perfil do investidor, alocar parte em investimentos de maior risco e com potencial de melhores retornos, porém fazendo um bom gerenciamento do o risco.
Pronto! Agora será mais fácil e assertivo escolher os investimentos adequados para suas necessidades. Bons investimentos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Participação em 04/01/2016 no telejornal da TVCA, afiliada da Rede Globo. Sobre valor energia elétrica e impacto da bandeira vermelha.

http://g1.globo.com/mato-grosso/mttv-1edicao/videos/t/edicoes/v/em-mt-conta-de-energia-permanece-com-bandeira-vermelha/4715944/
Participação em 30/12/2015 no telejornal da TVCA, afiliada da Rede Globo. Reportagem sobre juros de cartão de crédito e impacto nas finanças.

http://g1.globo.com/mato-grosso/bom-dia-mt/videos/t/edicoes/v/juros-do-cartao-credito-podem-comprometer-as-financas-pessoais/4707201/

Quem paga juros do cartão de crédito não tem amor ao próprio dinheiro ou não tem absoluta noção de matemática.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Inflação nas alturas! O que fazer?

O IBGE divulgou a inflação de novembro/2015 e nos últimos 12 meses houve uma alta de 10,48% nos preços. Qual o impacto na economia? Qual o impacto para o cidadão? Como se defender?

Quando os aumentos de preços atingem o patamar próximo de 10% no ano, decorrem duas consequências: o cidadão começa a “sentir” esses aumentos, uma vez que as elevações nos preços ficam perceptíveis e o fenômeno torna-se “visível” não só para quem acompanha os índices divulgados. Outra consequência do aumentos de preços em torno de 10% ao ano é a formação de uma resistência difícil de romper. Isso ocorre porque a população já sente os aumentos, então “espera” aumentos futuro. Então, empresários e trabalhadores buscam aumento de seus ganhos para compensar as perdas, e isso gera um ciclo difícil de quebrar.

Com os fortes aumentos de preços, há uma perda de parâmetros. Um investidor que conseguiu rentabilidade de 9% no ano, mas que não acompanha muito a economia, poderá ter um ilusório sentimento de satisfação, pois numericamente houve crescimento do dinheiro poupado. Isso mascara a realidade, já que nesse caso houve uma perda de poder de compra de quase 1,5% no ano (rendimento menos a inflação). Se continuar nessa tocada, no decorrer do tempo o investidor estará perdendo dinheiro (poder de compra), porém sem ter a noção dessa perda.

Outro impacto da inflação alta para o cidadão é que os financiamentos tendem a ficar mais caros, visto que uma das ferramentas para debelar a inflação é aumentar a taxa de juros. Financiamentos de eletrodomésticos, automóveis e imóveis tornam-se mais caros. A alternativa é poupar para tentar comprar à vista ou mesmo dar uma entrada maior. O consórcio também se torna interessante para quem pretende programar a compra.

A receita mágica para se proteger da inflação é fazer comparações – comparar preços de produtos, comparar rentabilidades de investimentos e comparar alternativas para aquisição de bens duráveis. Já que não detemos o poder de controle da inflação, só nos resta pesquisar e buscar o que há de melhor no mercado, valorizando assim cada real de seu patrimônio.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Como perder dinheiro?

Existe uma fórmula fácil e seguida por muitos para perder dinheiro. Brasileiros, generalizando, não possuem muito conhecimento em educação financeira. Esse fato pode ser explicado pelo recente histórico de moeda estável, e também, pela dificuldade de fazer planos de longo prazo devido às mudanças constantes de regras do mercado.

Há relatos de pessoas que conseguiram a “proeza” de perder enormes fortunas num curto período de tempo. Indivíduos que “queimaram” grandes montantes de dinheiro acabaram tendo seus “feitos” amplamente divulgados e conhecidos. Porém não é raro encontrar as mesmas práticas danosas em muitos orçamentos familiares, mas em menores proporções.

Falta de planejamento e descontrole orçamentário, traduzidos no ato de comprar o que não se pode ou não se necessita, gasto acima do que se ganha, aquisição “brinquedinhos” de luxo, endividamento sem controle e outras atitudes, são as fórmulas para destruir riqueza e traçar um futuro tenebroso.

A diferença entre os relatos famosos e o descontrole dos anônimos ao nosso redor é que os “mortais” costumam judiar do próprio dinheiro em pequenas doses, mas por longo período de tempo. Essa atitude acaba sendo imperceptível no curto prazo, e, por vezes, o seu resultado só será notado no momento de pendurar as chuteiras. Aí, então, haverá a surpresa desagradável de constatar que, mesmo tendo boa renda quando na ativa, não houve formação de patrimônio. O resultado será o de ter que passar a “melhor idade” vivendo como faquir, restando torcer, inexitosamente, para a melhoria da previdência social.

Suponho que você seja uma das várias pessoas que não quer perder dinheiro e muito menos empobrecer. Nesse caso, é só fazer o inverso da fórmula acima descrita: fazer planejamento, buscar informações sobre investimentos, poupar parte da renda, controlar o orçamento familiar, etc. Esse é o caminho para viver melhor e que resultará na valorização e ampliação do que ganhou com o suor de seu de seu trabalho.


Tranquilidade ou desespero? As formas de como chegar a um ou outro resultado foram sucintamente abordadas acima. A escolha é uma decisão pessoal que deve ser feita o quanto antes, pois com a chegada da terceira idade já não haverá mais alternativas a não ser se lamentar ou então curtir a vida.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O que fazer na economia atual?

Quem acompanha os noticiários econômicos não deve estar mais aguentando saber de inflação alta, crescimento negativo, desemprego crescente, alta taxa de juros, dólar em alta e outras notícias nada positivas.
Quem vive a crise atual ou quem a analisa do exterior, pode achar que o país está ruindo e que o fim deve estar próximo. A boa notícia é que não é só o Brasil que passa ou já passou por outros momentos econômicos ruins. Desde o início da revolução industrial, as economias dos países são alternadas entre períodos de forte crescimento e períodos de recessão. Economistas sempre buscam ferramentas para atenuar essas oscilações, mas até hoje não foi descoberta a fórmula mágica para evitar esses movimentos.
Sem entrar no mérito de como a crise brasileira foi formada e nem se há responsáveis, o ideal é entender os movimentos e buscar alternativas para se proteger ou mesmo obter benefícios nesses tempos difíceis.
O momento está complicado para a maioria dos setores empresariais. Então, os detentores de funções que recebem comissões devem se preparar para possíveis reduções. Também o momento não é favorável para buscar oportunidades de emprego. Então, há necessidade de valorizar o emprego atual e fazer de tudo para mantê-lo.
Alguém pode estar questionando se há algo positivo nesse atual período conturbado. A resposta é “SIM”. Além dos vendedores de lenços para os muitos que ficam choramingando, as empresas que exportam estão felizes da vida com o dólar em torno de 4 reais. Agora recebem muito mais reais pelo mesmo produto exportado. Porém, há necessidade de aproveitar o momento e buscar novos compradores e, também, de vencer a burocracia do comércio exterior.
Outra grande oportunidade é para quem não tem dívidas e possui investimentos. Contrair dívidas com juros nas alturas nem pensar, mas optar por investimentos com boas taxas de retorno é o sonho de muitos. Porém, para obter essa vantagem não basta correr até a agência bancária e pedir o “melhor investimento”, pois provavelmente será recomendado o melhor investimento… mas para o banco.
Buscar informações, pesquisar, fazer comparações, conhecer seu perfil de investidor e seus objetivos é essencial para investir adequadamente e poder obter vantagem da economia convalescente. Não se mexer é deixar esta ótima oportunidade passar e, provavelmente, fazer parte do time dos que necessitarão adquirir muitas caixas de lenços.

Ninguém deseja que a crise se perpetue e traga consequências desastrosas para o país, mas enquanto ela fizer parte do movimento descendente da economia é recomendável usar mecanismos que compensem a iminente perda do valor de seus recursos financeiros.