sexta-feira, 29 de junho de 2012

UNASUL é uma piada

É uma piada o UNASUL bradar por democracia e criticar o impeachment ocorrido no Paraguai. Não conheço a fundo as leis do país e nem o caso do Fernando Lugo, mas receber retaliações dos países abaixo... é um descalabro.

-Venezuela, que tem o ditador Hugo Chavez fazendo o que bem entender;

-Argentina, que domina a mídia com pulso forte, confisca empresas privadas e muda as regras a todo o momento;

-Brasil que tem como Presidente alguém que sucedeu um populista eleito utilizando caixa 2, que lutou para aprovar a lei da mordaça na imprensa e controlou parte do Congresso utilizando de meios escusos, imorais e ilegais. A Presidente tem como modus operandi uma pata forte do governo e altera as regras da economia a todo o momento.

Para completar a palhaçada, só ficará faltando Fidel Castro também criticar a deposição do presidente paraguaio.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Fundos de Investimentos Imobiliários - Uma maneira de inteligente de investir em imóveis

Matéria sobre Fundos de Investimentos Imobiliários publicado no jornal "A Gazeta" em 20/05/2012.

Matéria sobre Bolsa de Valores publicado no jornal "A Gazeta" em 04/01/12.

Matéria sobre Bolsa de Valores publicado no jornal "A Gazeta" em 04/01/2012. Vestra Investimentos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

La Fontaine na economia

Em toda boa fábula há uma mensagem para refletir. Na clássica obra de Esopo, recontada por Jean de La Fontaine, a cigarra só queria saber de cantar, dançar e se divertir. Havia também a trabalhadora formiga que se esforçava para acumular alimentos visando possíveis dias mais difíceis. Para muitos, a moral dessa história é que o trabalho deve vir antes da diversão, ou que devemos nos preparar para momentos mais difíceis.

Na vida real não é rara a situação do indivíduo que vive com o orçamento no limite ou acima da capacidade financeira, tentando usufruir ao máximo do conforto e luxo que o dinheiro pode propiciar. Mediante qualquer pequeno imprevisto necessitam recorrer a parentes ou amigos para ajuda financeira. Sendo assim, para mim, a moral da fábula de La Fontaine é que as cigarras curtem a vida graças aos esforços e generosidade de algumas formigas, pois estas se sentem moralmente obrigadas a conceder ajuda.

O governo brasileiro já foi uma grande cigarra, que apresentava um orçamento mal feito e irresponsável, necessitando assim de empréstimos com altos juros para fechar as contas. O pior momento foi na gestão do então presidente José Sarney, que, para quitar os vencimentos mais próximos, obtinha novos e mais caros empréstimos. A situação ficou insustentável e houve decreto da moratória (interrupção de pagamentos). Nessa época não houve mais nenhum país-formiga com interesse em ajudar e socorrer o país-cigarra que parecia um saco sem fundo. Como resultado, o Brasil amargou por longo tempo uma economia estagnada e sem credibilidade.

Países com alto endividamento público são o foco da atual tensão econômica mundial. A Grécia encabeça a lista das cigarras, e na outra ponta a “formiga” Alemanha só está disposta a ajudar para evitar uma recessão mundial que afetaria outras cigarras e também vários formigueiros. Essa ajuda não é altruísta e só está saindo visando benefício próprio, mas com a imposição de ajustes impopulares e necessários por parte das cigarras solicitantes.

Voltando à moral da história: enquanto houver formigas interessadas em prestar socorro, haverão diversas cigarras preocupadas somente em curtir e esbanjar. Quanto a mim, prefiro continuar com atitudes "formiguistas", bem como votando e apoiando políticos formigas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Boa gestão das finanças pessoais

São poucos brasileiros que possuem conhecimentos para gerir bem as próprias finanças, como consequencia, muitas famílias brasileiras não fazem planejamento e entregam o futuro ao acaso. Pior ainda são as situações extremas de alto endividamento, acrescentando a conta " juros bancários" no orçamento mensal.

Há um Projeto de Lei no Senado para que a disciplina Educação Financeira seja obrigatória nos ensinos fundamental e médio, mas enquanto isso não ocorre, resta os alunos e demais cidadãos a buscarem conhecimento sobre o assunto.

Da falta de planejamento orçamentário de muitos, decorre o imediatismo em consumir e disso acarreta uma cultura que taxa pejorativamente os “poupadores” como pão-duro, muquirana e outros adjetivos. Álvaro Modernell - Especialista em Educação Financeira diz que “Poupar abre portas para a prosperidade”, “Quem poupa demonstra que não se contenta com pouco” e “Poupar é uma atitude de inteligência que costu-ma ser recompensada por boas oportunidades de melhor aproveitamento”.

Algumas pessoas não tem o hábito de fazer reservas financeiras, e aquela desculpa de que o salário é baixo não é válida, pois existem pessoas com baixíssimo salário que conse-guem poupar boa parcela da renda; bem como existem pessoas com altos rendimentos que não conseguem poupar nenhum realzinho sequer. Mas poupar para que? Destaco três bons motivos:
-Ter reserva para possíveis emergências (problema de saúde, desemprego, etc);
-Economizar para adquirir um bem ou serviço de valor maior (férias sonhadas, compra ou troca de carro, moto ou casa, faculdade dos filhos, etc);
-Formar patrimônio para complementar a aposentadoria, pois quem pretende depender somente da previdência social, deverá se preparar para uma vida de faquir.

Há diversos bons livros sobre finanças pessoais. O autor brasileiro Gustavo Cerbasi tem vários títulos publicados sobre o assunto e dá a recomendação de poupar em torno de 20% do rendimento. Cada autor coloca uma “fórmula” para fazer planejamento financeiro, mas coisa é certa: cada indivíduo é responsável pelo próprio futuro, e não planejar é deixar o futuro à deriva.

O primeiro passo para iniciar a boa gestão financeira é iniciar o controle de TODAS as receitas e despesas; o segundo passo é analisar os controles e iniciar possíveis ajustes. Para alcançar a independência e conforto financeiro, vêm o terceiro, mas não menos importante passo: investir sempre e corretamente. Buscar informações sobre rentabilidade, liquidez e riscos dos diversos investimentos disponíveis, e assim alocar os recursos de maneira consciente e segura.

sábado, 18 de junho de 2011

VERDADES SOBRE A “DESINDUSTRIALIZAÇÃO” DO BRASIL

Muito se comenta sobre o processo de desindustrialização que o Brasil vem passando. Dados mostram que em 1980 o peso da indústria no PIB era de 33% e, atualmente, a participação minguou para aproximadamente 16% do PIB. Sobre esse assunto, muitas bobagens tem sido proferidas e soluções mirabolantes tem sido propostas.

Vamos retornar um pouco no tempo para relembrar a realidade do Brasil de décadas atrás. Nosso país tinha uma economia fechada, na qual as importações eram proibidas ou sofriam inúmeras restrições. Disso decorria um país pseudo-industrializado, pois havia industriais mas, em geral, obsoletas, com produtos caros e de baixa qualidade.

A abertura da economia iniciada em 1990 colocou nossas indústrias competindo com empresas de todo o planeta. Esse fato propiciou aos cidadãos brasileiros acesso a diversos bons produtos, com preços razoáveis e, geralmente, de qualidade superior. Essa mudança fez com que as indústrias fossem minguando a cada dia.

Desejar que o país tenha um parque industrial representativo por simples vontade política ou canetada presidencial é uma grande miopia. Algumas pessoas sugerem uma volta ao passado: fechar o mercado para importações e tentar esconder a falta de competitividade para baixo do tapete.

Mas como ter uma indústria competitiva num país no qual ainda se jogam urina, fezes e lixo nos rios? Como competir utilizando trabalhadores que saem analfabetos funcionais do ensino médio? Como disputar mercado produzindo num país com altos encargos empregatícios e diversas amarras nas relações trabalhistas? Como lidar com a burocracia excessiva e corrupção nas análises e aprovações de projetos? Como superar a complexidade tributária, alíquotas imorais, logística vergonhosa e preço de energia exorbitante? Como contratar profissionais qualificados se não há no país nenhuma instituição de ensino superior incluída entre as 200 melhores do mundo, além de haver leis que dificultam ou impedem a “importação” de profissionais qualificados. Será que é possível ser competitivo com todas essas desvantagens?

Nosso amado Brasil só não sofre um processo de “descomercialização” por impedimento geográfico, afinal não dá para um estabelecimento comercial situado no exterior vender seus produtos no território nacional, salvo poucas exceções.

O setor de agronegócio, mineradoras e demais produtoras de commodities também sofrem com as inúmeras desvantagens brasileiras, mas se destacam mundialmente por terem enormes vantagens geográficas (solo, clima, etc).

Soluções de controle de taxa de câmbio ou fomentar financiamentos via BNDES para solucionar a “desindustrialização” é querer desviar o foco do problema e não assumir a incompetência governamental. O chamado “Custo Brasil” mantido e cultivado por políticos e governantes é a real causa da crescente extinção das indústrias no país.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Será que Vale?

Durante a grave crise econômica mundial de 2008, o presidente empresa Vale anunciou o corte 1,3 mil de colaboradores para ajustar a produção ao novo e triste cenário de redução das encomendas de minérios. Quando a notícia caiu nos ouvidos do então presidente Luis Ignácio da Silva, ele ficou ensandecido e pediu em tom de exigência o cancelamento das demissões.

Demissão em massa não é nenhuma atitude agradável ou fácil para qualquer empresário ou executivo. Uma ação dessa magnitude é precedida da análise da queda de produtividade decorrente de aumento de insegurança, dos altos encargos salariais, da perda de bons colaboradores e também é considerado o abalo na imagem da empresa. Ou seja, quando ocorre esse tipo de decisão, supõe-se que anteriormente foram analisadas diversas alternativas para se evitar ou mesmo reduzir o corte. Roger Agnelli (Presidente da Vale) manteve a decisão com intuito de fazer o melhor no exercício da função parra a qual foi contratado: manter a empresa segura, rentável e lucrativa.

Para os que têm alergia ao capitalismo, cabe uma ressalva na história da então denominada Vale do Rio Doce. No leilão da privatização da empresa, alguns grandes fundos de previdência de empresas públicas participaram de forma maciça e arrebanharam grande parte da empresa. Esses fundos administram a aposentadoria de funcionários públicos e desde então estão se beneficiando com o enorme crescimento da empresa. Durante a gestão de Agnelli, a Vale teve uma valorização de 1700%, as receitas cresceram em mais de 10 vezes e o lucro aumentou em 13 vezes. Foram beneficiados 3,5 milhões de cotistas dos fundos de pensão, mais 254 mil trabalhadores que aplicaram via FGTS na empresa, sem mencionar os demais acionistas e o enorme aumento de arrecadação de impostos.

A Vale, comandada pelo Sr. Roger Agnelli, trouxe enormes benefícios e crescimento para todo o país. A empresa se tornou um enorme conglomerado, sendo atualmente a segunda maior mineradora do mundo, com unidades em diversos países. Uma verdadeira multinacional verde e amarela.

Mesmo diante de todos esses fatos, o Sr. Luis Ignácio da Silva ficou de birra e começou a costurar formas para se derrubar o Sr. Roger. Não é novidade que o PT carrega no DNA genes antidemocráticos e de autoritarismo. Isso faz com que enxergue como adversários e inimigos as pessoas com idéias divergentes da cartilha petista e que, portanto, devem ser extirpadas. Só para ilustrar a afirmação, vale lembrar a expulsão do jornalista americano que disse que Lula é chegado numa cachaça. Houve, também, o episódio da quebra do sigilo bancário do caseiro pela alta cúpula governamental, a quebra do sigilo fiscal de adversários políticos e, ainda, o caso que ficou conhecido como o episódio dos “aloprados”. Tudo feito para desqualificar os “inimigos” ou minimizar a gravidade dos episódios nos quais o PT esteve envolvido.

O Governo Federal mais uma vez pisa na moralidade e confunde o que é público com o privado, armando uma verdadeira guerrilha para derrubar o Presidente da maior companhia privada nacional. Este triste episódio será mais uma pataquada petista para entrar no "nunca antes na história deste país...".